sábado, 14 de janeiro de 2012
terça-feira, 10 de janeiro de 2012
feliz aniversario
Se eu te digo que lembro como se fosse ontem
Os detalhes de um tu e eu que eu fiz questão de esquecer
Entre burocracias cotidianas de todo relacionamento
términos inacabados
E as datas importantes
É que eu quero dizer que faço questão de lembrar sempre
dos teus olhos de menino,
com os maiores cílios que eu já vi
do teu cheiro que me queima a lembrança
do abraço que nunca sai de mim
dos traços que tu fez no meu rascunho existencial
no meu projeto de mulher bem-resolvida
faço questão sempre de rever
a tua expressão boba
de quem sempre vencia no amor e na guerra
quando me fazia cócegas
quando me fazia sorrir
e quando me deixava chorar.
Parabéns, amor
tu ganhou outra vez.
Os detalhes de um tu e eu que eu fiz questão de esquecer
Entre burocracias cotidianas de todo relacionamento
términos inacabados
E as datas importantes
É que eu quero dizer que faço questão de lembrar sempre
dos teus olhos de menino,
com os maiores cílios que eu já vi
do teu cheiro que me queima a lembrança
do abraço que nunca sai de mim
dos traços que tu fez no meu rascunho existencial
no meu projeto de mulher bem-resolvida
faço questão sempre de rever
a tua expressão boba
de quem sempre vencia no amor e na guerra
quando me fazia cócegas
quando me fazia sorrir
e quando me deixava chorar.
Parabéns, amor
tu ganhou outra vez.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
you got me
se antes eu contava tempo em números, agora conto em histórias. sem números, por extenso e sem abreviações. (...) a [minha] vida é frágil, líquida, escapando entre os dedos antes mesmo que eu pudesse me convencer de que ela poderia um dia estar em minhas mãos. evapora ou vira história. e entre um meio sorriso e outro, dessas coisas da minha cretinice intelectual, eu te disse a única sinceridade de mim, com palavras que roubei:
"nada difere o presente das memórias, apenas se diferenciam depois quando se conhece as cicatrizes". e hoje eu sei que tu é memória. ouch.
"nada difere o presente das memórias, apenas se diferenciam depois quando se conhece as cicatrizes". e hoje eu sei que tu é memória. ouch.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
imóveis em brasília
tudo chove no espaço e no tempo de um verão todo
pra afogar minhas nostalgias bobas de quem mal tem 20 anos
habitante das entrelinhas
do concreto que não me deixa escoar
e fazer a terra fértil
fazer as plantas saírem do papel
e virarem alicerce e estrutura
metal e concreto, tijolos, objetos
futuro do pretérito
nostalgia que vem em blocos
navegantes das calçadas
a gente quer sair do papel, virar trânsito
onde nenhuma reta vira esquina
onde mulheres viram meninas
e eu ainda quero a contradição
dos espaços abertos que não deixam fluir
de ganhar passagem ao estender a mão
ganhar de inverno a maior estiagem
e passar o maior frio no verão
a gente vai ficando cinza, branco e amarelo
fazendo figuração na obra do arquiteto
é que a gente é assim aqui em brasília:
quando seca, vira pó
e quando chove, inunda
ou enche a cara
nos bares sem esquina nenhuma
imóveis, mas sempre de passagem
rodeados de lago, nada mais do que margem
carioca em brasília é assim
procura cantos em todas as bocas
na falta de encontrar esquinas
sem laje nem cobertura
e sem encontrar lapa nem redentor
uma melancolia dos diabos me bate
toda vez que meu coração apanha e vai a nocaute
quinta-feira, 8 de dezembro de 2011
botânica
seca por fora e inundando por dentro
no maior egoísmo de toda a água que sou
é que comigo-ninguém-pode:
eu tenho o coração cerrado
sei que me fiz cactus por ocasião
na terra árida dos amores-perfeitos que nunca colhi
na maior secura onde tudo o que se planta dá
deixo que me (re)colham pra eu pensar que amadureci
se eu te deixo plantado é que tu floresce
muito mais rápido que erva daninha
o que a gente planta embaixo dos lençóis
só se cresce se regar com lágrimas, suor e saliva.
no maior egoísmo de toda a água que sou
é que comigo-ninguém-pode:
eu tenho o coração cerrado
sei que me fiz cactus por ocasião
na terra árida dos amores-perfeitos que nunca colhi
na maior secura onde tudo o que se planta dá
deixo que me (re)colham pra eu pensar que amadureci
se eu te deixo plantado é que tu floresce
muito mais rápido que erva daninha
o que a gente planta embaixo dos lençóis
só se cresce se regar com lágrimas, suor e saliva.
segunda-feira, 5 de dezembro de 2011
reforma ortográfica
adjetivos iguais
substantivos próprios
e seus
pronomes de posse
voz ativa
sujeito e objetos
desejo gramaticais
e líricos
oníricos
separando tudo
em
si -
la -
bas
indicativos
gerúndios acabados
bilinguismo amoroso
sem considerar coesão
ou coerência
fuga ao tema
futuro do presente
subjuntivo
me faz 3ª pessoa do plural
que eu te dou um vocativo.
substantivos próprios
e seus
pronomes de posse
voz ativa
sujeito e objetos
desejo gramaticais
e líricos
oníricos
separando tudo
em
si -
la -
bas
indicativos
gerúndios acabados
bilinguismo amoroso
sem considerar coesão
ou coerência
fuga ao tema
futuro do presente
subjuntivo
me faz 3ª pessoa do plural
que eu te dou um vocativo.
domingo, 4 de dezembro de 2011
45 do segundo tempo
e em breve serão apenas fotografias que tirei nas viagens que nunca fiz
vocabulário e gramática dos nossos casos marginais escritos nas entrelinhas
sem separar em sílabas
declarações em voz ativa de toda a sordidez lírica que sempre procurei
serão só lembranças das noites vividas seis horas no passado e pra ti
eu deixo a culpa da qual nunca me perdoei
as cartas que você colocou embaixo da minha manga, no meu decote
provas do crime e evidências que em breve serão só memórias
de um amor que sempre dura 14 dias
vocabulário e gramática dos nossos casos marginais escritos nas entrelinhas
sem separar em sílabas
declarações em voz ativa de toda a sordidez lírica que sempre procurei
serão só lembranças das noites vividas seis horas no passado e pra ti
eu deixo a culpa da qual nunca me perdoei
as cartas que você colocou embaixo da minha manga, no meu decote
provas do crime e evidências que em breve serão só memórias
de um amor que sempre dura 14 dias
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