sexta-feira, 31 de outubro de 2008

novembro?

meia-noite. véspera de viagem. mensagem recebida.

ela: 'olha, independente do que aconteça comigo, com voce ou entre nós, quero que saiba que eu sempre estarei aqui pra voce. Eu te amo.'

ele: 'guria, tb te amo! voce SEMPRE esteve comigo, sempre me ouviu e me ajudou, sempre foi de verdade. NUNCA me deixe ok?'

(...)

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

cachos.

naqueles dias era tudo tranquilidade: a garota não usava mais maquiagens, seu cabelo agora era curto, ela trabalhava. ele nunca tinha usado máscaras, seu cabelo também era curto e ele não tinha idade pra trabalhar.


'sabe, às vezes fico pensando na tristeza de ser sempre feliz...' ela disse, um tanto filosófica.


'e?'


'ah, não sei. acho que se ninguém nunca sentisse dor ia ser estranho. e aí penso que o prazer também é uma dor. voce já riu demais e ficou dolorido no outro dia? fico pensando nisso.' ela concluía algo que nao terminava.


'ah, ja.' ele estava tão monossilábico.


'voce acha que um dia a gente vai ser feliz? sabe, um dia a gente vai se separar...' ela agora ia mais longe.


'acho que vamos. e se um dia acabar, pelo menos eu sei que aproveitei cada simples dia...' ele agora fazia uma oração. e olhava para longe, como se procurasse sua casa que ficava na quadra ao lado.


'sabe, eu estudei platão. só um pouquinho... mas ele falava de prazer e dor, amor e ódio. acho que ele tava certo...' ela agora mudava de assunto sem sair do tema.


'é, vindo de uma bipolar, não achei que discordaria. e vindo de um bipolar, não espere que eu discorde.'


e se fez um longo silêncio. estava escurecendo e ela ainda tinha de caminhar até sua casa, seus passes tinham acabado e lhe sobrariam passos.


'que horas são?' e ela se revirava no chão gelado do prédio para olhá-lo.


'hm... não importa. eu te amo.' ele agora lhe segurava a mão fortemente.


'o quê? voce tá louco!' e ela sentia as mãos ásperas contra a sua. 'o que voce tá fazendo???'


'eu te amo. vamos fugir pra europa, voce tem uma mochila e eu tenho um cartão de crédito. com minha beleza e sua inteligência a gente vai ficar rico: você e eu, só. larga a faculdade, agora.' ele delirava.


'QUE horas são???' ela agora olhava firme nos olhos de adolescente dele.


ele soltou a mão aos poucos, aproximou seu rosto ao dela e esticou a mão, colocando-a em frente ao rosto da garota, como se fosse estalar os dedos.


e estalou. 'é hora de acordar, F.'


e ela acordou com respiração ofegante. estava em sua cama, complicada demais pra se entender, simples demais pra ser diferente. tudo tinha sido apenas mais uma das visitas noturnas de seu passado.


sobre uma garota que tinha cabelos tão enrolados quanto sua vida amorosa.


terça-feira, 28 de outubro de 2008

'em redor do buraco...


...tudo é beira!' (suassuna, 2007)
'estou em um beco sem saída, com uma noite insône
com uma única pista pra terra de homem nenhum
- a punição às vezes não se encaixa ao crime -
há um buraco na minha alma por algo que aprendi
para cada carta de amor escrita há uma queimada
- e é voce quem me diz como vai ser dessa vez -
acabou? porque eu estou apagando a chama.
vasculhe suas memórias
me diz como é ser o único que me machuca?
preste atenção e descubra
que não há nada e eu juro
e eu digo porque tem um buraco na minha alma
que me mata dia após dia
é um lugar onde nada nascerá de novo
há um buraco em minha alma
e eu devia saber melhor
que seu amor é como um espinheiro sem rosas.
estou seca como um grande deserto
até as lágrimas secaram
e estou atordoada
ás vezes sinto que estou machucada e não posso me curar
sei que já tiveram todos os tipos de sapatos embaixo da sua cama
agora eu durmo com minahs botas
mas voce ainda está na minha cabeça
- e algo me diz que dessa vez eu queimei o último cigarro -
porque se acabou, então acabou
e isso está me enlouquecendo.'
hole in my soul, aerosmith. sobre alguém que encontrou as palavras certas sobre algo errado.


segunda-feira, 27 de outubro de 2008

no more tears. (or beers)


'isso me deprime. pronto, falei. nem mais um gole de álcool me consola ou me renova, nem uma lágrima me lava a alma, nem o sono me tranquiliza. estou velha e acabada, encontrei um cabelo branco e descobri que todos os meus pertences cabem em uma caixa de papelão!
'sério? de microondas ou de tv?'
'de tv...
'quantas polegadas?
'hm, 29.'
'ah, entao até que voce tem bastante coisa...'
'é, fato. mas ainda assim estou acabada. estou velha, começando a enrugar, gorda, feia. nem me aguento. e como emagrece se comer é o consolo?'
'é, comer é legal...'
'hem? não, eu sou mulher, não é esse comer, besta!
'ah...'
'não sei mais o que fazer. nada faz nenhum sentido. não gosto nem mais de estudar, não leio mais nada que não seja obrigatório e todas as aulas parecem me assassinar. e não tenho mais que um real na minha carteira.'
'isso é triste. mas como voce ficou assim?'
'é uma boa pergunta, tambem queria saber a resposta...'
(silêncio)
'eu gosto de voce... vamos tomar um porre?'
sobre inesperanças.

bola 8 na caçapa.




Mensagem recebida. Abrir.
ela: oi, vamo se ver hoje? saio às 4.
ele: tudo bem. na sinuca?
ela: uhum! 4 e meia devo chegar.
ele: voce vai chegar e vai perder. hahaha.
O ônibus está lá. ela o vê sentado em um meio-fio contemplando a espera que ela lhe faz desfrutar. são 5 horas e ela sabe que se atrasou mais uma vez. e que ele esperou sem reclamar mais uma vez. ela atravessa a rua olhando para os lados, fingindo que não o vê ali, esperando.
'oi!' ele se levanta e se apressa para abraçá-la. 'vamos jogar?'
'sempre.'
***
Mensagem recebida. Abrir.
ela: tô oficialmente de férias! comemoração?
ele: sinuca?
ela: ok, meio-dia tô chegando.
ele: e o almoço? não pode ser ás 13?
ela: ok, eu vou a pé que demora mais... tá? me avisa quando chegar lá.
ele:uhum.
13 e 30. ela se atrasou de novo. e pensa em uma desculpa. e compra duas desculpas.
'oi!' ele abre os braços.
'fecha os olhos!! estende as mãos!!!' ela faz surpresa.
'hm, presente!!!' ele agora está exatamente como ela pedira. sente algo tocar-lhe as palmas da mão e abre os olhos. 'isqueiros! não acredito!' e a abraça como se tivesse ganho o melhor presente do mundo.
'sabe, odeio que voce fume. mas sei lá, são isqueiros coloridos... até eu teria um desses!' ela argumentava sem jeito.
'ah, voce me conhece como ninguem nunca conheceu! voce sabe o cigarro que eu fumo, sabe a cerveja que eu gosto e ainda me dá fogo. eu vou casar com voce!' ele agora admirava os isqueirinhos coloridos e translúcidos.
ela nao entendia porque ela tinah feito aquilo, mas entendia que faltava apenas um dia para ele ir embora por um mês. um longo mês.
sobre uma noiva que nunca teve anel.

domingo, 26 de outubro de 2008

'a felicidade está no horizonte da sua vida'

'voce já olhou pro horizonte? estranho, voce sempre pode ver, mas nunca vai chegar lá... e sabe que voce é o horizonte da minha vida? eu sigo porque quero chegar lá, mesmo sabendo que nunca vou alcançar nada...'





agora eles estavam sentados em uma das raízes daquela imensa árvore entre a concha acústica e a praça chico mendes. era sábado e nada mais do que isso. e ela sabia que eles não deveriam estar ali como estavam, estava tudo estranho. demais.




e então veio o silêncio que ela tanto odiava.




'me conta uma coisa.' ela ordenou.




'o quê?' ele agora levantava a cabeça, estava impotente, estava sem seu cigarro.




'qualquer coisa.' ela implorava.




'ah, sei lá...' e fingia não ter nada enquanto brincava com gravetos espalhados a seu redor.




e de novo veio o silêncio. ela admirou a beleza estranha do garoto por alguns instantes. o jeito como o vento soprava naquele momento, o não-fumar dele, os pequenos mosquitinhos que sobrevoavam sua cabeça: tudo parecia especial demais.




de repente ele levantou os olhos e a intimou com um olhar, levantando um dos indicadores e jogando o graveto ao longe.




'tá ouvindo isso? é a nossa música!' ele parecia surpreso, o que a musica deles estava fazendo ali, pairando no ar?




e ela se surpreendeu por ele ainda lembrar, por ainda saber que eles dividiam algo além de silêncios: eles também dividiam sons.




'é, eu tô reconhecendo sim...' e ela inclinou a cabeça para o lado e o admirou mais (ele era menos bonito que da primeira vez que o viu, mas ela o amava mais) e sorriu-lhe um daqueles seus sorrisos de menina que não sabe se arruma o cabelo ou continua brincando.




'if the sun refused to shine


i would still be loving you


when mountains crumble to the sea


there will be still you and me




kind woman


i give you my all


kind woman


nothing more...'* eles cantavam juntos. mas profundamente sabiam que dali em diante cantariam sozinhos.




porque ela sabia que a música tinha acabado e seria a útima vez que o veria.




sobre alguém que mesmo em silêncio 'still got the blues (for you)'.

sábado, 25 de outubro de 2008

'você não é bonita, sabe? também não é feia. você é ... normal! sem mais profundos traços, parece um daqueles seus desenhos, bem caricatos.

acho que voce deveria parar de comer tantos doces... e também falar menos palavrões. ah, e falar mais baixo - voce fala muito alto, quase grita -e também parar com essas suas gírias estranhas, voce sempre tem disso. e também os neologismos!

ah, e parar com o hard rock. acho brega.

(...)

mas sabe, voce é uma menina muito inteligente! sabe de literatura, conversa sobre qualquer coisa por horas. também aprendeu a tocar coisas sozinha. e escreve músicas -que eu não gosto, mas é fato que voce escreve e isso é dificil - e também conversa disso comigo. não tem uma banda que eu conheça que voce já nao tenha ouvido. e voce gosta de led. e tem uma bota laranja.

é, voce é inteligente, eu queria ser como voce!'

'você é bonito.' ela respondeu, seca.

'é, mas um dia eu vou ser feio. pelo menos voce nunca vai ser burra.' ele retrucou.

'acho que estou o sendo agora.' ela refletia em voz alta.

'... voce é inteligente, pode ter certeza. e eu sei que um dia voce vai brilhar em algum lugar.'



shine on you crazy diamond.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

'obrigada pelas memórias...

...mesmo que elas não sejam tão boas.'


ela procurava registros: camisas, latas vazias, maços de cigarro, notas fiscais, endereços, telefones, telefonemas, velhas mensagens, ligações, diários, desenhos, fotos e desculpas. mas nada disso trazia ele de volta como o cheiro nauseante do cigarro e um passeio em um ônibus que anda em círculos. e enquanto isso ela escrevia em um caderno...

"porque o vazio que deixa é o que me completa
como a presença nunca pode me completar
mas a incerteza de ter era bem mais certa
mesmo que hoje não possa mais duvidar
(...)
porque metade de mim é vazio e a outra
tudo."

de alguma maneira, mesmo incompleto, o poema tinha fim.

sobre poesias e metades.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

é proibido fumar.

"(...)

Toma um fósforo, acende teu cigarro
O beijo, amigo, é a véspera do escarro
A mão que afaga é a mesma que apedreja

Se alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga
Escarra nessa boca que te beija."

Psicologia de um vencido, Augusto dos Anjos


a garota estava lá, no lugar de sempre. mas agora era diferente demais. tanta verdade acompanhada de álcool, tantos relatórios, tantas noites levadas em xícaras de café. as kitnets no comércio da cidade e o bar revisitado aos domingos. ela era diferente.


e apesar de tudo parecer o mesmo, era tudo diferente também, parecia lembrança, parecia morto, mas estava tudo em latência...


cinza: era a manhã de brasília a caminho da universidade, ela usava fones de ouvido e não tinha pressa alguma em chegar a suas obrigações. pelo baldio ela quase tropeçara em pedaços de entulho. ela não entendia porque as pessoas jogavam lixo no chão, brasília era seca, mas isso a atraia, achava a cidade bonita. e começou a olhar prestando mais atenção aonde pisava.


e viu a embalagem branca com detalhes vermelhas. parou. não tropeçara fisicamente, mas por dentro caía em câmera lenta. era um carlton red. dos vinte não havia mais nenhum, ela se sentia assim também: vazia, como se a tivessem usado e jogado fora. mas sabia profundamente que a vítima nunca fora ela.


e no fundo se ressentia, mas resolveu seguir em frente. apesar de se sentir forte, sabia que era um cigarro: ao mesmo tempo que o matava, também desaparecia. ele a fazia queimar. ainda.


sobre o amor, que não é compreensível e nunca será (jamais será).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

desabafos...

já tenho 18, já pintei demais o cabelo, já falei muita besteira, já vi coisa demais, já xinguei demais, já ri demais, já falei o que pensava, já fiz o que queria, já consegui o que esperava, já cheguei aonde nem imaginava.
agora, só pra informar:
vou continuar fazendo tudo isso quantas vezes eu quiser e voce nao tem NADA a ver com isso!

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

passado.

'voce sempre me soou muito mais como pretérito imperfeito do que presente, sempre! e eu não sei o que fazer com isso, eu preciso de futuro muito mais que presente nesse momento, e preciso muito mais que passado. mas por algum motivo bobo eu me prendo a isso, talvez porque as lagrimas que já escorreram já tenham trilhado seu caminho pelo meu rosto e eu ache dificil demais abrir outras estradas por uma face tão dura quanto a minha.
(...)
pequeno, é dificil demais te ver partir, e sabe, eu não aguentaria outra despedida, eu prefiro uma grande briga. voce sabe como tudo em mim é teatral. e voce adora, não é?
(...)
voce não é o mais bonito e nem o mais inteligente, mas é quem eu amo. indo ou ficando, é quem mais amo. e o primeiro que amei, quem sabe o último. mas voce é o passado e o amor é obsoleto.

e nas palavras do aerosmith 'good-bye, kiss your past good-bye.' é uma pena que não haja beijo de despedida,... ainda assim amo.'

terça-feira, 14 de outubro de 2008

______________________!

tédio? tédio. e porque voce não faz alguma coisa? porque estou entediada. e porque voce está entediada? porque eu não tenho nada pra fazer. hmmm...

é, o tédio é um caso sem solução!

sobre um poço que aparentemente secou (porque ele era a água)

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

dez-pedidas

era sábado, chovia a cidade e eles ali, esperando. a rua deserta, o ponto de onibus escuro e alguns diagnósticos de casos amorosos no ar.


'olha, não vai passar nenhum ônibus, tá chovendo muito e eu vou ligar pra alguem buscar a gente.' ela disse séria como ele nunca tinha visto.


'não!!! eu quero toamr chuva, quero tomar muita chuva!' ele respondeu


'sai daí, voce vai ficar doente' ela falava com o antigo receio de ouvi-lo dizer voce-nao-é-minha-mãe...


'não! olha,...' e tirou o casaco branco, tão conhecido, e jogou para ela '...eu vou tirar minha roupa...' e jogou a blusa listrada para ela também. 'segura a minha roupa!'


ela, segurando as peças de roupa, não entendia 'o que eu fizpra vc? o que??'


ele agora sentava mendicalmente no meio-fio à espera de um ônibus ou de uma gripe, o que viesse primeiro. 'simples: voce roubou minha masculinidade!'


'??????'


'é, e voce sabe é verdade!' ele se confirmava.


'eu não fiz nada!!' ela se defendia.


'TUDO que aconteceu de ruim na minha vida, TUDO ... voce tava lá, voce causou! se eu nao te conhecesse...' e ele não terminou a frase.


a garota apenas confirmava. 'ah, entao tá, em 4 anos eu só te fiz mal... e porque voce nao foi embora?'


ele se calou. pensou antes de falar. 'desculpa... deixa eu corrigir essa minha frase infeliz: voce causou muita coisa ruim, mas mais momentos bons que ruins! se nao fosse voce eu nao estaria aqui nessa chuva tao boa!'


ela nao queria mais ouvir, ela nao queria mais nada. 'tá bom' e ela ficou ali em pé, atrás dele, de braços cruzados como sempre fazia. 'vamos, sai dessa chuva!'


'só saio se voce me comprar um cigarro.' ele sabia qu ela nao faria isso.


'eu nao vou fazer isso' ela se recusava.


'eu sabia, voce é tao previsivel...!' e nao é que ela era previsivel, eles se conheciam a 4 anos.


(...)


'entao vem, vem tomar chuva comigo!' ele se virava pra ela e a chamava 'vem, tira sua roupa também!'


ela nao entendia, mas estava tirando a roupa ali, na rua. talvez porque ela soubesse apesar de nao entender.


'é bom mesmo...'


(...)


e dentro do onibus de volta pra casa de uma longa jornada - ah, eles tinham ido longe demais dessa vez - eles conversavam sobre o tempo que se passara para eles.


'olha, eu nao quero me despedir.' ele falava para ela com os cabelos ainda molhados caindo na face.


'hm...' ela sorriu de canto. 'mas voce precisa ir, se voce for comigo voce pode se machucar.'


'...' ele nao sabia o que responder, talvez pq soubesse que aquilo era verdade.


'é aqui que eu desço.' e beijou-o carinhosamente, com o amor de uma mãe. 'se cuida'


e ela desceu sem olha pra trás.


'se cuida tambem!' ele gritou da janela embaçada do onibus.


e ela se cuidou: no outro dia, eles já não eram um.
sobre divorcios em dia de casamento.

sábado, 4 de outubro de 2008

...


'me diz porque voce não me esperou?' elaperguntou.


'voce não queria que eu esperasse, voce me mandou embora. ' ele respondeu.


'nao, nao mandei!' ela arguia.


'voce se despediu. voce disse que era nova demais.' ele agora abaixava a cabeça.


nova demais. mas ela nao estava mentindo. ela agora queria tocar-lhe o rosto, mas sabia que isso não a faria tocar seu coração.


'eu queria que voce tivesse ficado. eu queria ter largado tudo, eu queria ter arriscado. eu queria ter ido com voce e terminado aquela tarde. eu queria, juro que queria.' ela agora selamentava.


'e porque nao foi?' ele agora pergutnava, queria mesmo saber.


'porque se eu corresse atrás de voce eu certamente tropeçaria: eu estava em saltos muito altos.'


e ele sabia que literalmente ela só usava tênis.