quarta-feira, 30 de março de 2011

sou feita de cartas, tintas e ossos.

gosto da sua companhia, gosto de estar e de ser antes de fazer, gosto de não ter que pormenorizar minhas psicologias, minhas teorias sociais, sexuais, atuais. sem políticas, sem filosofias ou religião, só com a mais essencial das experiências, que é ser. o ser que atravessa oceanos e fusos horários, barreiras de linguagem e que atravessa a mim como bala perdida que procurei por tanto tempo.

shoot me. 

sábado, 26 de março de 2011

ciência

uma noite de delícia e de deleite
de três meses, de qualquer um
uma noite de me and you

pra exercitar teu querer no meu
e todas as tuas manias
pra trazer tudo que está fora da curva normal pro dia a dia

domingo, 13 de março de 2011

crossroads

Quanto mais quilômetros o odômetro indicava mais livre eu me sentia: correndo com o vento, imaterial, simples, esperanças mil. Maquiei meus incômodos, dei-lhes nomes de trabalhos inacabados e pensei em viver uma nova forma de sexualidade - que carreira seguirei? vou fazer mestrado? me formo esse ano? sou lésbica? O alívio também veio maquiado, de manhã tudo estava de volta ao natural. Meu incômodo tem nome próprio e sobrenome, tem olhos que eu vejo nos sonhos mais estranhos, tem gosto de culpa e de saudade, cheiro de mal-passado, sem ser passado a limpo. Agora eu já estava tão perto de casa, essa ilusão de cidade em que eu vivi pelos últimos doze anos, que me deu tudo sem oferecer nada, que me secou os pulmões e sem que eu percebesse, também o coração. Diriam que eu comecei a fumar, mas eu sei melhor que ninguém que não há caminho melhor pra se morrer um pouco mais a cada dia do que viver de olhos fechados em Brasília. É fácil, mas cheio de misunderstandings como os Beatles disseram. Senti saudade do Rio, do samba, do domingo de sol na praia. Simples. Descobri que no fundo sou tradicional demais, nas linhas e nas curvas. Trouxe de volta na bagagem mais uma revolução solar, um bocado de gente no coração e uma mochila. Maquiei meus incômodos. Não maquiei meu rosto, nem meus cabelos nem nada. Sem os disfarces era difícil saber quem ou o que eu era. Eu sempre pude ser qualquer coisa, mas nunca tive a intenção de ser uma coisa qualquer.

fevereiro e março

o que ninguém sabe é que eu sou do rio de janeiro. aquele abraço.

segunda-feira, 7 de março de 2011

que me quedes tu

25º dia, Piauí, Brasil. Faz duas semanas que não falo com você, meu inglês vai se apagando. Tenho sonhos estranhos, sinto o cheiro dele durante o sonho e o roçar da pele que eu já tinha esquecido. Lembro de você eventualmente... "ter saudade até que é bom, é melhor que caminhar vazio". O futuro a Deus pertence and we belong together. O calor me deixa nonsense e trilíngue.

http://www.youtube.com/watch?v=RQNQ60mrQeE

a verdade é que eu nunca quis fazer sentido algum. só fazer sentir.