domingo, 21 de agosto de 2011

feliz vida nova

tu bem sabe que eu já não sou mais a mesma de uns anos atrás, que agora me encontra não só nos rascunhos que deixei na tua gaveta mas também no meu próprio rosto, no meu próprio sorriso. tu que me conheceu entre retas e planos, sabe que agora eu vou além de alguns pontos. e que a gente eventualmente se cruza por aí, em um desses planos imaginários, coisas da perspectiva que faz até retas paralelas se cruzarem: tudo ilusão de ótica, e eu caio caio caio nessas coisas, na velocidade de uma pluma ou de uma bigorna, na velocidade do nosso amor que nunca foi mais que platônico. e a gente se desmancha no ar, leve, infinitos, ainda como um - mas espalhados por toda a atmosfera. tu bem sabe que eu já não sou mais a mesma. e eu bem sei que a gente nunca foi. ou ficou.

e eu bem sei que as retas são feitas de infinitos pontos e começos, começos, começos. até a próxima perspectiva e feliz vida nova, pra mim e pra voce, aonde quer que estejamos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

beijos

mas se eu te levo e tu me levanta
se o copo cai mas não balança
se voce vem e eu vento
com quatro mãos e um talento
quando eu não caio e nem balanço
nao me deixo levar aos cantos
nem correnteza
nem voce
nem cerveja