quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

botânica

seca por fora e inundando por dentro
no maior egoísmo de toda a água que sou
é que comigo-ninguém-pode:
eu tenho o coração cerrado

sei que me fiz cactus por ocasião
na terra árida dos amores-perfeitos que nunca colhi
na maior secura onde tudo o que se planta dá
deixo que me (re)colham pra eu pensar que amadureci

se eu te deixo plantado é que tu floresce
muito mais rápido que erva daninha
o que a gente planta embaixo dos lençóis
só se cresce se regar com lágrimas, suor e saliva.

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