sexta-feira, 17 de setembro de 2010

traduzindo

"não quero estrela cadente
não quero ver a aurora
eu quero olhar seus olhos cor de coca-cola

voce é o ar e eu, papel
se eu vivo às escuras,
luz da loucura, vem me iluminar

sabe que quero mais, 
não sei viver só de cinco sentidos"

Por la boca vive el pez, Fito & los Fitipaldis

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

aviões e navios: vamos cair na estrada?

voce me chama do outro lado da tela, do outro lado da vida. eu disse que passei por bons tempos no peru, voce disse que passou bons tempos na tcheca, a república. eu não consegui explicar a ninguém o que passava ali, meus lábios estavam esticados em um grande sorriso bobo. o titanic agora tinha botes de salvamento e eu ouvia o samba do avião: me gusta viajar, me gustas tu. que voy hacer, je ne sais pas, que voy hacer, je ne sais plus. que voy hacer, je suis perdu. que horas son, mi corazón? eu mordi minha língua enquanto você me fazia sorrir, sorri mais então. o amor porteño me seguia em todos os lugares.

"don't you know it's been a miracle? I've only known you two days! It might be trivial or unconditional but let me tell what I'm thinking in my own way..." - a gente não sabe de nada mesmo...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

sufoco

desculpe, meu amor, os anéis só sinalizam, o que aprisiona mesmo são as paixões. o que foi feito, assim está feito, algumas bênçãos vem em forma de fim e eu agradeço por alguém ter pensado bem no meio de nós: le amour est fini, mon cher. e abrimos a temporada de caça com a maior classe, carimbando passaporte, comprando um diário novo, acreditando que os 20 são só o começo.

here we go!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

só por uma noite

elle dansait pour de vrai pour lui plaire à lui seul, il pensait quel malheur que vous ne m'aimiez

todas as coisas, pessoas, gostos, desgostos, desamores e amores são agradáveis quando tem dia marcado pra acabar...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sem falacias, com muitas jujubas

nao tinhamos nada pra deixar pra trás por aqui, a não ser nossas camas e nosso conforto de levar uma vida mais ou menos, mais pra menos que pra mais. com o direito de levar uma mochila nas costas, deviamos colocar os pés no chão e a cabeça no lugar. sem choro nem vela.
o vôo seguiu sem maiores turbulências, sobrevoamos o pacífico. era tudo o que eu precisava: paz. a cidade enorme, os onibus eram os mesmos e a passagem nos girou em torno dos andes. eu podia perder meus sapatos e minhas meias, mas jamais a cabeça ou o ônibus. O deus do caos e a mãe terra estavam em harmonia, e porque nos nao estariamos? mesmo que tudo estivesse em ruinas, mesmo que tudo fosse apenas sombra do império que um dia ja foi, era tudo lindo. e a gente crescia um pouco mais a cada passo em direção a um metro a mais de altitude. sem oxigênio mas cheias de amor pra dar.
a vida em volta da praça, as noites de salsa, a disco music, os drinks. tudo denunciava que haviamos ligado a maquina do tempo e quebrado as barreiras do espaço, o universo era aqui e a vida era agora. éramos seis de começo e éramos muito mais por fim.
reencontrei minhas meias favoritas, mas o medo de viver eu perdi pra sempre - e espero nao encontrar outra vez...