segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

direitos

... não consegui freiar o meio sorriso que se desenhava na curva da minha boca indicando o sarcasmo quando alguém disse que todo mundo deveria lutar pela vida - a própria, a alheia, a relacional, a dos animaizinhos. algo em mim desatinou: e o direito de morrer? e quando viver ultrapassa qualquer luto? será que as palavras derramadas em sofrimento eram mais leves que os pontos finais das mortes? o outro canto da minha boca entrou em concordância com o primeiro a se manifestar.
não é apatia ou falta de vontade, não é apologia a morte ou ao morrer em si. é que eu acho que a gente só vive de verdade quando aprende a hora de deixar morrer, como diria o grande paul mccartney.

e quando a morte vier, lembra que meu ombro vai estar aberto para visitação 24 horas por dia, 7 dias por semana. e eventualmente nós celebraremos como no méxico, em homenagem a todos aqueles que ficaram enterrados no passado e na lembrança.

Um comentário:

  1. A morte é um bem ainda não aceito, a morte predestinada.
    Você escreve lindamente bem!

    ResponderExcluir

deixa tua marca