sábado, 7 de novembro de 2009

A.

na tênue linha entre o vício e a virtude é muito mais fácil tombar pro esquerdo.

a risada esteve rígida por pelo menos 15 minutos, as mãos amarradas mas não mais que a cara, os olhos que eu conhecia tão bem. além de qualquer compreensão, pensei que entendimento não traria conforto mais que simpatia, empatia, sei lá. um passo em falso e a gente cai da escada, eu pensei em dizer a ela pra que assim talvez ela se mantesse mais firme que antes, mas comecei a questionar se firmeza era tão positivo. maleabilidade era coisa de fernanda, era defeito e qualidade de fernanda. suspirei. resolvi não dizer nada. provavelmente eu falaria demais na intenção de que ela não entendesse, só pra vida ser mais vida mesmo... pensei nos lados também: não julgaria por bom ou ruim, mas como se todas as coisas fossem poliedros, cheias de lados - talvez infinitos. desafiei o silêncio outra vez com as mãos, colocando as palavras que nunca seriam faladas num papel.

apesar da distância, eu certamente me senti conectada a ela de alguma forma: ninguém sabe dos deleites e das dores de ser dessa forma.

tentei me desfazer mais em risos que qualquer outra coisa. falhei miseravelmente.

3 comentários:

  1. Esse blog é muito bom.
    Vc não tem barra de seguidores?
    Isso dificulta um pouco acha-lo. Queria segui-lo.
    Abraços.

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  2. tente disfarçar na raiva. costuma funcionar!

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  3. Ninguém sabe as indiossincrasias de sermos quem somos.Disfarçar ás vezes é inútil Mayer...

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