segunda-feira, 31 de agosto de 2009
sonho x 7 = insônia
super homem no divã
domingo, 30 de agosto de 2009
i could be the walrus
sábado, 29 de agosto de 2009
queijo suíço, culinária brasileira
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
café da manhã
depois do verão mais seco, aquele que não me deixou nem folhas para o outono derrubar, e do inverno mais quente dos últimos anos - talvez para esquentar a frieza de ser - me encontrei sem estação, sem terminal, sem ter absolutamente para quem retornar ao por-do-sol.
pensei no passado como se fosse uma roupa de baixo: a gente mostra pra quem quiser, sendo íntimo ou não, sério ou casual. tem gente que não gosta de usar mas acha higiênico. tem gente que usa como justificativa, tem gente que compra um novo. o passado como justificativa pra tudo, como explicação pra tudo. freud disse. ele bebeu do meu riso mais amargo: o passado e as roupas de baixo pra mim são só mais uma mazela da sociedade ocidental...
ele não me ouviu. voltei pro meu café requentado com pizza dormida às 8 da manhã esperando uma ligação e com uma música na cabeça: o futuro realmente é meu... e seu. mas certamente, como eu não enchia meu peito de orgulho há muito tempo pra dizer, esse era meu estilo de vida.
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
i heart where i am
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
preservação
chega hora em que porta-retratos se tornam estilhaços, fotos se precipitam em uma chuva de papel picado, flores secas se derramam em lixeiras, corações em pingente se dividem e voltam para seus lugares, bons momentos se convertem em amnésia, cartas se incendeiam em chamas - mas não aquelas da paixão.
e então tudo é destruição, uma parte dela diria. a outra diria que é só reciclagem. como diria lavoisier: nada se perde, nada se cria. tudo se transforma.
(essa é a lei da natureza - e nada mais natural que sentimentos)
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
canção do céu poente

domingo, 23 de agosto de 2009
amor porteño
sábado, 22 de agosto de 2009
fora do jogo

sexta-feira, 21 de agosto de 2009
névoa
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
beco sem saída
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
vinhos e levianos
terça-feira, 18 de agosto de 2009
like money
daquela vez ele desviou o olhar, mas viu mais no fundo que nunca. ela fez aquele riso bobo, de quando ela sabia que indiferença não era ignorância. e continuou o que estava fazendo antes. ela concluiu que tentou vesti-lo do outro - e que ironicamente ele tentou o mesmo. mas os disfarces não cabiam em ninguém a não ser nos próprios donos.
i'd spent you.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
dead flowers
domingo, 16 de agosto de 2009
sábado, 15 de agosto de 2009
declaração de independencia
sexta-feira, 14 de agosto de 2009
essa é pra voce, baby
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
shhhhhhhhhhh
sorri, ela sorriu de volta quando ele sentou ao meu lado tirando a garrafa da minha mão e inundando meu ouvido com algumas palavras que se misturavam com a música alta e sem sentido algum. ela me viu hesitar, balançar a cabeça com aquele jeito que ela já conhecia, sorrindo sempre brandamente, leve. ele levantou, ela sentou ao meu lado. a resposta ecoou na sala com aquelas palavras da maneira unica com a qual eu as pronunciava, fazendo-a rir mais. ela disse vai. e eu fui sem olhar pra trás, mas porque eu nao conseguia lembrar o que tinha ficado.
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
melhor de 3

terça-feira, 11 de agosto de 2009
picnic

segunda-feira, 10 de agosto de 2009
LL
conclui que não gosto de voce
gosto é dos teus tons de cinza
xadrezes, xeque-mate,
sobriedade, veludo,
vermelho com gostinho de laranja, hmmmm
não gosto nem um poquinho de voce
prefiro tuas palavras pesadas
na tua voz sempre levinha
cheia de reservismos
onde eu sempre peço meu lugar
não gosto nada-nada de voce
mas adoro teu uso perfeito de pronomes
sem teamo ou amoela
do jeitinho que tem que ser
mas asolutamente não gosto de você:
eu te amo mesmo, fato.
(mesmo que voce seja um pseudoencruado do cabelo normalzinho que não me tirava do sério, mas definitivamente me tirava de sala de aula)
domingo, 9 de agosto de 2009
transito

que não haja detran ou carteira de motorista
pra todos aqueles que te dirigem à loucura
'ei, voce viu o sinal verde?'
todos os caras são daltonicos.
que as leis de transito sejam universais
vai-e-vem é só no que o povo fala (e pensa)
e o engarrafamento só cresce
mas nunca há vagas, já reparou?
mochilando
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
geeeeeela
doces ou travessuras?
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
mudanças
coragem
para falhar, mas mais ainda pra admitir um erro
é preciso para desconfiar, é preciso
mais ainda para confiar em pessoas
é preciso para ser covarde, eu acho
é preciso muita coragem pra se jogar da beira do abismo
sabendo que voce nunca teve aulas de pára-quedismo
é preciso para voar,
para se jogar de cabeça em alguma coisa
ai, é preciso muita coragem nessa vida
sobretudo, é preciso muita coragem para colocar os pés no chão.
(o mais dificil de todos, diga-se de passagem...)
terça-feira, 4 de agosto de 2009
marques de sade, huh.
desci as escadas, falando em todos os idiomas que aquele clima me permitia falar, doce era o aroma que imergia da minha pele desbotada, pálida. voce misturou as coisas de novo... com um documento no bolso que nao valia nada, dinheiro que em outro lugar nao valia nada, o cordão de pingente verde outra vez. then you come here as if you were a brazilian queen, well, in fact, i think you really are. o taxi marcava mais de 5 da manhã. you're different, it makes you quite special, people's gonna like you pretty much in th USA. quando entao o relogio marcava 10, conclui que não era amor e nem cilada, que era só a vida. a sórdida e libertina, mas ainda vida. a que ironicamente eu tinha pedido a Deus.
segunda-feira, 3 de agosto de 2009
blinded by rainbows
domingo, 2 de agosto de 2009
matemática
sábado, 1 de agosto de 2009
radio
conforme a noite adentrava nela cresciam todos os anseios mais torpes, longe do balanço ritmado a que estava sujeita enquanto caminhava pelas cordas bambas dos violões, guitarras e baixos. partir nunca fora tao dificil: partir ao meio, partir em mil. hesitou por uma sinfonia de silencios ate que a proxima musica tocasse.
concluiu entao que ainda era dificil demais sair do coma desde aquele acidente.
please stay ... a musica diria. e entao ela concluiria que ele nunca esteve lá. e que ela esteve anestesiada esse tempo todo de cortes e transplantes.
