
sábado, 28 de fevereiro de 2009
pai

desejo
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
desgovernado
quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
no outro lado
360 graus
'é o suficiente pra me deixar tonta...'
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009
de cinzas
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
'pode falar.' ele sorriu gentilmente, perto demais. nao que isso me incomodasse.
'obrigada pelas memorias, são todas tão bonitas e coloridas... quero fazer uma caixinha bem bonita para colocar todas elas juntinhas sem deixá-las escapar nunca! obrigada!' eu disse me sentindo entorpecida, estava voando, nada me tocava. 'eu me sitno estranha... eu nao quero ficar feliz, mas eu estou... e...' comecei a rir, sem conseguir falar mais nada. ele sorriu e se moveu, parecia estar mexendo nos meus cabelos. 'acho que eu cresci!'
e algo me despertou. eu estava sonhando, mas ainda estava feliz com as minhas memorias. e isso me dava medo.
febre
'bocê beeeio!!!' e ela fez mençao de abraçá-lo, mas se conteve para não contaminá-lo.
ele olhou para a reação dela e riu. 'sim, eu bim!' e a abraçou, ele tambem estava doente. 'carnaval, ne?'
'é...' ela fechou a cara. 'carnabal, sol e eu do-en-te!' ela jogou as cobertas pra cima, fazendo os cabelos ficarem mais bagunçados ainda.
'todo carnaval tem seu fim' ele falou olhando pra varanda dela, bem iluminada e quente.
'eu sei. por isso eu fico triste, eu nao quero que nosso berão tenha fim!' ela falou com as cobertas em cima da cabeça.
ele achou engraçado a fantasia de carnaval dela: doente, parecia mais vulnerável do que ja era pra ele. as bochechinhas rechonchudas pediam para ser apertadas. ele apertou as bochechas dela até ficar marcado. 'ei, a gente nunca bai ter fim! besta! e nem o berão, a gente tá em brasilia!'
ela riu e jogou o edredon nele. e lembrou que estava em brasilia. o carnaval que nunca começou nunca terminaria...
estamos indo...

domingo, 22 de fevereiro de 2009

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
cebolas
só agora
e nada vai mudar se ficarmos aqui
tenho de fazer o que for preciso, está tudo em nossas mãos
todos cometemos erros mas nunca é tarde demais
pra começar de novo
respire fundo e faça uma prece
(..) se a vida ficar muito dura, não importa
voce me tem do seu lado
qualquer hora que voce quiser nos subimos
no primeiro onibus rumo a um lugar melhor
não vamos deixar nada ou ninguem nos desanimar
talvez voce e eu pudessemos fazer as malas e voar.
voce já viu um ceu mais azul que esse?
voce pode ter uma vida melhor agora
abra seus olhos (...)
talvez voce e eu pudessemos fazer nossas malas e dizer adeus.'
Fly Away From Here, Aerosmith
olhei pra ele ali, tão perto de mim. devia ser o homem mais diferente que já amei, de uma beleza que não me cativava, de uns olhos daqueles que sempre se encontram, de uma moderação assim imprevisível. devia ser o homem mais diferente de mim que já amei e isso me assustava, eu não sabia nada.
não percebi que estava o encarando há um bom tempo até ele chamar meu nome bem baixinho, como se não quisesse que ninguém mais ali soubesse meu nome. 'vai ser assim pra sempre?' ele perguntou.
'eu não sei.' tentei formular mais alguma explicação longa e prolixa, mas não consegui. 'cara, eu não sei.'
parei de olhar pra ele, era incômodo até para mim. cruzei as pernas e levei as mãos ao meu queixo para dar apoio a minha cabeça que parecia pesada demais, cheinha de pensamentos de toda natureza:
'eu te odeio.' ainda sem olhar pra ele foi tudo o que eu sempre quis falar. ele não reagiu e eu continuei. 'te odeio, voce deve ser o homem mais cruel que já cruzou o meu caminho. voce só sabe falar a verdade, voce me trata bem quando eu te maltrato, voce segura minha mão quando eu não sei pra onde ir - embora eu esteja sempre indo pra algum lugar. eu te odeio porque voce é bom demais e isso faz com que eu me sinta pior do que já sou. eu te odeio porque eu sei que voce me quer tão bem mesmo sabendo como eu sou.' respirei. 'te odeio.'
ele permaneceu sem reação enquanto eu falava, mas era o habitual. e me abraçou quando eu terminei de falar, encostando o rosto no lado da minha cabeça. ouvi sua respiração calma, constante. 'eu te amo só agora.' e senti algo que era pra ser um beijo cair sobre meus cabelos. e também um sorriso.
esperava que ele se levantasse e fosse embora sem olhar pra trás, era o que eu estava tentando fazer há tempos sem sucesso algum, eu sabia que eu tinha um grande potencial para magoá-lo, sabia que eu era o tipo certo de mulher errada, daquelas que voce só encontra uma vez na vida e acaba sempre escolhendo ela. e não devia ser assim, pelo menos não com ele. eu amava demais aquele homem.
'pelo menos voce só me ama agora. semrpe existe depois.' eu falei, eu não era tão caridosa a ponto de deixá-lo e nem era tão forte pra aguentar a culpa.
'voce nunca percebeu que sempre é agora?' e ele me abraçou mais forte.
sempre seria agora, mesmo o depois seria agora. e eu estava gostando disso.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
salvação
sobre alguem que vai ser uma pessoa pior. sempre.
soneto de ponta cabeça
que todas as músicas sejam iguais
que todos os filmes sejam repetidos
que todo dia seja impregnado de rotina
que todo dia seja cinza
que não haja mais verão e nem luz do dia
que me abandone até a melancolia
mas que fique voce depois das chuvas de verão
com seus sorrisos e ironias
que fique voce mesmo depois da festa
aprendendo o que a gente já sabia
mas que fique você e todos os seus abraços
e a sua mão que sempre me guia
que fique você depois de tanto acaso
nas insônias de noites sem dias
domingo, 15 de fevereiro de 2009
'pra nós dois.' ele completou.
'ei.' ela o chamou.
'oi.'
'eu te amo.' ela disse num sorriso enorme, o maior que ele já tinha visto até entao.
'eu te amo desse tanto \_______o________/' ele mostrou com os braços. e aí sim ele viu o maior sorriso que já tinha visto.
'i could die right now, i'm exactly where i wanted to be. i'm... just... happy.'
epitáfio

borboletas
sábado, 14 de fevereiro de 2009
sonho de uma noite de verão
um brinde
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
hard rock life style.
vestido mágico
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
recados que não precisam ser anotados...
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
bitter is the new sweet *_*
a-deus
terça-feira, 10 de fevereiro de 2009
propostas

sobre alguém que tá fechado pra balanço desde a inauguração. e tá lucrando, pelo visto.
desabafos.
secou o poço.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
incorregével.

sala de espera
paf. 'uuuuh, achei que era uma mosca, sabe? era só um fiapo voador. da minha roupa eu acho. oi, voce!' ela notou a presença do homem tímido e com cara de menino e abriu um sorriso mostrando seus dentes um pouco amarelados, talvez fosse o contraste com o batom vermelho.
ele pareceu sem graça. abaixou a cabeça, coçou o queixo e respondeu a saudação. ele não a achou exatamente bonita, mas era atraente, era amável por algo que ele não sabia o que era. mesmo com aqueles grandes olhos mal maquiados, aquele batom extravagante e toda a indumentária estranhamente colorida, não sabia o que chamava mais atenção no conjunto.
o relógio marcava um dia de abril, devia ser umas 10 da manhã. ele já havia visto a secretária ali, ele já estivera por aquela sala de espera milhares de vezes. mas dessa vez ela falou com ele, que não gostou e não desgostou. mas a partir desse dia percebeu uma tentativa engraçada a cada dia da secretaria para se aproximar dele de alguma forma. 'ei voce quer um café?' ela um dia lançou-lhe com uma xícara cheia já bem na sua frente.
e nisso o relógio mostrava: 12 horas do mês de setembro. quando deu por si já estava tendo longas divagações com a secretária, que era cheia de humor infantil e tinha uma risadinha contida. quando o relógio indicou a tarde de um dia de dezembro, percebeu que já estava até contando seus segredos para a menina-secretária. era assim que ele já estava a chamando: menina.
certo dia percebeu a secretarinha triste, distante. ofereceu-se para pagar a ela uma cerveja, mas ela não podia demorar muito. fugiram rapidinho para um mercadinho ali perto. já era janeiro. ela bebeu como se fosse água e se disse satisfeita. ele ainda degustava a sua, achou que ela bebera rápido demais, devia ser daquelas que gostava de bebidas mais fortes. ele a viu do seu lado, evitando olhar para ele. ele se aproximou pouco a pouco e ela não percebera que já estava tomando o lugar da cerveja, estava nos braços dele. e não podia respirar, logo, nem ele.
'ei, eu não posso. eu estou esperando pela doutora. e não quero te magoar.' ele a soltou no ar.
'ok.' ela se recompôs rápido.
ele se surpreendeu, esperava lágrimas. 'tudo bem?'
'eu já tô acostumada. pacientes vêm e vão na minha salinha, sabe? mas só passam, nunca ficam. sempre atrás da doutora. e ela nunca aparece. voce agora tomou sua decisão - apesar de ela ter gosto de cerveja misturada com batom de frutas vermelhas - e vai atrás da doutora na casa dela. pronto, voce está curado. a medicação que voce precisava, já tomou: decisão. e tomou uma das grandes pelo visto, tá com cara de quem se engasgou.' ela falou enquanto ainda retocava sua maquiagem.
ele ficou pasmo. ela tinha sangue frio, se é que tinha sangue correndo em suas veias. 'mas... eu não...'
'não me venha explicar uma espera, eu estou naquela sala de espera desde sempre, esperando o paciente que vai me tirar dela e perceber as coisas. e voce me tirou de lá e ousa querer me botar lá de novo. não me toque. ' ela agora parecia brava com ele, a quem afastou com a mão cheia de unhas roídas e mal pintadas.
ele hesitou. 'eu sempre esperei pela doutora, eu nao tive intenção de te fazer acreditar em nada.'
'ok, vai. e quando estiver lá no pronto socorro, vai perceber que a doutora sempre fui eu.'
tic tac
domingo, 8 de fevereiro de 2009
auto-idéia.
e desisti.
hi5
carnavais
fogo
sábado, 7 de fevereiro de 2009
thank you
livin', lovin', he's just a boy.
deixa rolar...
'mas parece sempre que essa combinação não é possível!' ela concluiu triste, ilogicamente.
'a chance é a mesma...' ele respondeu.
'não, não é.' ela pensou, ela devia estar é trapaceando contra si mesma, devia ter tirado aquelas cartas que nunca saiam antes de começar o jogo. 'não dá.'
'voce não está sendo lógica.' ele falou, ela nunca era mesmo.
'e não é pra ser, eu não to falando de cartas.'
'tudo bem, em cartas pode ser que a possibilidade não seja igual. conforme voce joga, elas vão saindo. e voce perde as chances.' ele continuou, deve ter ignorado a indireta da garota.
'então porque eu não posso jogar dados???' ela quis saber. mas nunca saberia até olhar fundo num espelho. 'queria que minha vida fosse como um jogo de dados, onde eu poderia deixar rolar sempre sem medo de perder uma única possibilidade sequer. porque eu não posso jogar dados?'
'porque voce escolheu as cartas. e Deus não joga dados.' ele não queria discutir muito, ela ficava tão prolixa quando melancolica.
'então o dobro ou nada.' e sem receber a resposta, ela levantou e foi embora. era nada.
falling in love (is so hard on the knees)

deja vu em preto e branco
quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009
vagas
vento no litoral
dos nossos planos é que tenho mais saudade
quando olhávamos juntos na mesma direção
aonde está voce agora além de aqui, dentro de mim
agimos certo sem querer, foi só o tempo quem errou
vai ser difícil sem voce, porque voce está comigo o tempo todo
e quando vejo o mar, existe algo que diz
que a vida continua e se entregar é uma bobagem
já que voce não está aqui o que posso fazer é cuidar de mim
quero ser feliz ao menos
lembra que o plano era ficarmos bem?' Vento no Litoral, Legiao Urbana
ela era uma criança brincando na praia, era assim que se sentia. e ele insistia em segurar sua mão, mas ela já não sabia se era ele ou ela que insistia. mas alguém não queria largar, talvez os dois. ela olhou para o mar em preto e branco, o dia cinza a abrigava e ela sentiu o vento mas não sentiu nem calor e nem frio. sentiu só o vento. e se recusou a olhar para ele mais uma vez.
mais uma vez, ela pensou. quantas vezes não tinha se flagrado olhando pros olhos grandes e brilhantes, cheios de preocupações por vezes sérias demais para a pouca idade dele? incontáveis. e lembrou-se de como costumava se sentir ao fazer isso, que ela descobrira a pouco ser uma de suas atividades favoritas - olhar para ele, o garoto indefeso dentro do vidro que o separava do mundo.
'ei, me deixa ir.' ela falou com uma gravidade irreconhecível, sem sombras da garota que era, os cabelos quase negros lhe cobriam partes do rosto, os olhos vazios e mais negros que nunca, a boca pequena e trêmula. seus joelhos hesitando, as mãos fraquejando. frias. mas nunca o olhando nos olhos.
ele olhou para ela, tão frágil, tão pequena, tão vulnerável. mas tão convicta. porém ele não reagiu por alguns segundos, até perceber que a mão da garota estava escorregando da sua. ele quis pedir pra ela ficar, mas sabia que isso provavelmente a mataria. ela não reconheceria um beijo na face, era perigoso quando as linhas eram tão paralelas: ela, que sempre via de longe, acharia que as linhas se cruzariam em algum lugar no tempo-espaço sem perceber que era apenas uma ilusão de óptica. mas ainda assim ele não soltou a mão dela, mesmo sem saber porque.
'me deixa ir.' ela agora tinha um brilho diferente no olhar. um desespero que fazia sua voz subir quase 1 oitava.
ele viu que era um tipo de desepero líquido, era uma lagriminha que resistia em cair. e ele amparou a gotinha com seu dedo indicador antes que ela despencasse do abismo, antes que ela atravessasse o limite secreto que separava a garota forte da garota vulnerável. ele a encararia se ela levantasse o rosto, então segurou o rosto pequeno entre suas mãos e forçou-a a olhar nos olhos. ela se recusou outra vez então ele a abraçou, brincando com seus cabelos.
'me deixa ir.' agora ela falava com uma voz trêmula, soluçante. 'eu não aguento mais.' ela colocou as mãos no rosto para não senti-lo de forma alguma, mas sem forças pra sair da bolha que ele formara ao seu redor.
ele a soltou de uma vez só, fazendo-a cambalear. 'então vai.' ele falou com uma seriedade e força que a fizeram congelar.
e ela foi, pulando as ondas que se formavam, sem tirar o tênis e sem olhar pra trás. livre pra se afogar, livre pra mergulhar no mar que era ela mesma.
ali parado ele percebeu que ela voltaria, e isso o aliviou. mas sentiu algo se partir no seu peito quando pensou que talvez ela voltasse boiando nas ondas do mar...
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
devagar

nove vidas.
sobre alguém que é feliz porque pode saltitar.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
os dias de verão.
naquela tarde eles ficaram deitados no chão do quarto dela por horas, inventando uma música nova, o corpo dele sobre o dela imóvel, os dedos da mão esquerda dela deslizando devagarinho pelo seu braço rígido fazendo aquele som que ela tanto gostava, os da mão direita fazendo cosquinhas no corpo dele - e ele rindo musicalmente em algo que lembrava a nota mi. eles estavam em harmonia, afinadamente apaixonados.
'me dá um blues, meu bem.' ela sussurrou na esperança de que nem ela mesmo ouvisse.
e ela fechou os olhos, ainda deitada sob ele, quietinha. ela não sabia o que fazer naquelas horas, nunca sabia. deixou a música levá-los pra um lugar qualquer onde toda angustia virava uma canção bonita. e no fim da tarde, exausta, ela sorriu ao perceber que havia escrito mais uma música.
ah, o bom e velho violão nunca a abandonava. nunca.
sobre uma menina e um violão numa tarde solitária em casa.
can(sei)
vivendo perigosamente
constatei perigosamente que a cidade estava cinza. as férias escolares haviam acabado e tudo que restava era o silêncio, doce silêncio da cidade de brasília. ele dava um beijinho em sua namorada pela manhã e eu dormia deliciosamente pela segunda noite seguida inabalável. acho que eu estava feliz - ou pelo menos não mais maníaca.
constatei também que meu pai havia levado o Guia de Recolhimento da União para pagar, o que significava que eu estava prestes a arranjar um emprego de 8 horas diárias e o que significava que eu abandonaria a faculdade logo logo. e com isso constatei perigosamente que um grande sorriso se abriu no meu rosto.
constatei pela terceira vez no dia, que nada mais me comovia. meu pai tinha uma enorme cicatriz no peito, meu irmão acabara de ser operado e minha mãe me ligou para dar notícias. e eu nada, inabalável como um monumento de concreto no maior vendaval que a cidade já viu. constatei entao perigosamente que minha família tinha criado um monstrinho que não conhecia. e senti pena deles...
olhei pro céu pela terceira vez naquela manhã. e constatei perigosamente que estava sóbria.
drummond me entenderia. só não sei se apoiaria muito minhas idéias tortas.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
'it's gonna be gone soon'
'enjoy it.'
outro dia eu te vi com uns caras num bar, rindo como sempre, falando besteira. bebendo. pensei que não bebesse. e voce parecia exausta, mas estava rindo mesmo assim, como sempre inabalável. isso me irritava, nada te atingia... por alguns momentos eu pensei que voce gostava de mim, voce demonstrava sentimentos. mas eu nao entendi de inicio, depois eu percebi que voce era assim com todo mundo o tempo todo, de tanto amar todo mundo voce nao amava ninguem. a verdade é que eu acho que todos preferem uma pessoa fácil, simples de entender. acho que as pessoas gostam mais daqueles filmes da sessão da tarde do que dos complexos em matéria de amor. e voce parece mais um filme conceitual, desses que ninguem entende e que no fim nao quer dizer muita coisa.
(...)
hoje eu sou feliz, tenho uma pessoa que me ama de uma forma simples. uma garota inteligente, bonita, que gosta das mesmas coisas que eu. ela é tão transparente, tão facil de ler. eu a amo de verdade, como nunca amei ninguem.'
'e?' ela lançou um de seus olhares pretensiosos, loucos.
'e voce é incorrigível.' ele completou decepcionadamente nervoso.
'talvez porque eu tenho estado certa esse tempo todo.'
talvez.
curto mesmo
ela respirou com vontade pela segunda vez seguida, talvez porque sua vida estivesse cheirando a girassóis aqueles dias.
sobre alguem que aprendeu o valor de se afogar e se mantem o maximo de tempo embaixo d'água só pra respirar melhor...
bom dia? dia e olhe lá
aaaaaaaah (estalar de ossos, tensao ainda sobre os ombros) bom dia sol, bom dia nuvens, bom dia vento, bom dia... bagunça do meu quarto (ergh!), e ...
'acordou? que bom, pode ir limpar a casa. hoje é dia de ir pra missa' minha mãe gritou de algum lugar da casa, ecoando a palavra missa.
é, bom dia mediocridade.
