
olhei a noite lá fora, na tela do computador piscou uma mensagem. nova e velha. o mesmo de sempre, só que eu a de nunca. vi a barrinha piscando, indicando que estava pronta pro que desse e viesse, era só eu escrever.
'meu bem, não me tome mal, voce vai acabar de ressaca. onde voce ve um ponto, eu vejo três e eles indicam continuidade, só que no próximo capítulo. e me perdoe se voce não está no epílogo. com amor, F.'
achei a mensagem literária demais. lasquei logo um bom e velho português de relação.
'é o seguinte, tô caindo fora. nunca compartilhei dessas idéias, desses anseios, dessas necessidades. eu tento me fazer sempre só e voce não quer perceber. ah, e quero ressaltar que voce screwed up umas coisas da minha vida com umas coisas que eu falei pra voce nao fazer. o-bri-ga-da. agora dá o fora.'
achei nenhum lirismo ali, achei grosseria, pra falar a verdade. tentei uma nova linguagem que estava usando:
'ok, depois a gente se fala.'
lembrei que gostava de advérbios.
nem um puto lirismo deixa mais sã a ferida já aberta...
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