ele foi visitá-la, ambos estavam doentes. a parede do quarto dela com a pintura que ela mesma tinha feito - em azul bebê, com nuvens brancas para ser sempre verão. ela estava sentada na cama, o quarto mais bagunçado do que sempre, ela com os cabelos desgrenhados mas com um grande sorriso.
'bocê beeeio!!!' e ela fez mençao de abraçá-lo, mas se conteve para não contaminá-lo.
ele olhou para a reação dela e riu. 'sim, eu bim!' e a abraçou, ele tambem estava doente. 'carnaval, ne?'
'é...' ela fechou a cara. 'carnabal, sol e eu do-en-te!' ela jogou as cobertas pra cima, fazendo os cabelos ficarem mais bagunçados ainda.
'todo carnaval tem seu fim' ele falou olhando pra varanda dela, bem iluminada e quente.
'eu sei. por isso eu fico triste, eu nao quero que nosso berão tenha fim!' ela falou com as cobertas em cima da cabeça.
ele achou engraçado a fantasia de carnaval dela: doente, parecia mais vulnerável do que ja era pra ele. as bochechinhas rechonchudas pediam para ser apertadas. ele apertou as bochechas dela até ficar marcado. 'ei, a gente nunca bai ter fim! besta! e nem o berão, a gente tá em brasilia!'
ela riu e jogou o edredon nele. e lembrou que estava em brasilia. o carnaval que nunca começou nunca terminaria...
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