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"voce tem medo de altura?" ele perguntou enquanto observava a boca pequena ficar menor ainda no rosto infantil dela.
"gosto da beira do abismo, do horizonte infinito. então se eu gostar da dor, como posso ter medo da altura? gosto de doer porque só sei viver assim, no limite do excesso. (...) acho que gosto de você." ela forçou as palavras pelo espaço que ainda havia em sua boca apertada pelo medo.
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"e eu sinto falta do que nunca seremos, mas que somos eternamente na tua imaginação. coisa que eu vejo nos teus olhos, que ouço nas tuas risadas compassivas, que sinto no teu toque de resignação. mas eu quero ficar." ele disse enquanto fazia menção de ir.
"então fica" ela o abraçou forte esperando guardar um pedacinho dele consigo. "mas eu, eu preciso ir".
"então fica" ela o abraçou forte esperando guardar um pedacinho dele consigo. "mas eu, eu preciso ir".
huuunf... que dom!
ResponderExcluirTantas confissões entre o abismo do estar e partir. Lindo texto.
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