quarta-feira, 28 de março de 2012
faz parte do seu show
não notei suas mãos nem seu nariz, nem o tênis que calçava ou qualquer outra trivialidade na qual sempre procuro manter o foco pra não me deixar tocar, pra eu não me tocar. não consegui distinguir o que era isso ou aquilo, e eu soube então que o todo, definitivamente, não era meeeeesmo igual a soma das partes...
sábado, 24 de março de 2012
blues dos meus 18
por favor, uma dose
de whisky sem gelo
um pouco de blues
e alguns conselhos
a garrafa cheia me chama
baby, eu sei que é só ela quem me ama
uma bebida quente
pra uma boca tão gelada
minha única companhia
é minha guitarra
um dia escuro pede sempre
uma noite em claro
em qualquer lugar
menos no frio do meu quarto
frases vazias e incompletas
que me dão certeza
você é um idiota
mas me paga uma cerveja
ou uma bebida amarga
que lembra voce
gelada e barata e
qualquer uma pode ter
você diz que eu olho e não vejo
eu não entendo em palavras
por favor,
então me explica em beijos
mas aí eu percebo
que só quem tem minha boca
é uma garrafa de vodka
que me deixa louca
e pra nenhuma solidão existe o homem certo
porque pra mim o amor está no bar mais perto
eles falam de amor, se acham tão espertos
mas pra que falar de amor se a gente tem boteco?
de whisky sem gelo
um pouco de blues
e alguns conselhos
a garrafa cheia me chama
baby, eu sei que é só ela quem me ama
uma bebida quente
pra uma boca tão gelada
minha única companhia
é minha guitarra
um dia escuro pede sempre
uma noite em claro
em qualquer lugar
menos no frio do meu quarto
frases vazias e incompletas
que me dão certeza
você é um idiota
mas me paga uma cerveja
ou uma bebida amarga
que lembra voce
gelada e barata e
qualquer uma pode ter
você diz que eu olho e não vejo
eu não entendo em palavras
por favor,
então me explica em beijos
mas aí eu percebo
que só quem tem minha boca
é uma garrafa de vodka
que me deixa louca
e pra nenhuma solidão existe o homem certo
porque pra mim o amor está no bar mais perto
eles falam de amor, se acham tão espertos
mas pra que falar de amor se a gente tem boteco?
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
alegorias (platônicas ou não) de carnaval
e eu não te deixo queimar
não te deixo colocar máscara
enquanto tu não me canta
também não me coloco em marcha
te deixo ver além das minhas fantasias
é que o nosso carnaval começa
só na quarta-feira de cinzas
não te deixo colocar máscara
enquanto tu não me canta
também não me coloco em marcha
te deixo ver além das minhas fantasias
é que o nosso carnaval começa
só na quarta-feira de cinzas
sábado, 28 de janeiro de 2012
homem ao mar
ele tentou encontrar os olhos por trás do vapor que evanescia da xícara de chá que eu usava de pretexto para manter minhas mãos ocupadas. e eu permanecia enigmática, estática, sem fluir com a fumaça com aroma de frutas cítricas, eu permanecia. sem palavras, e sem silêncios, sem me deixar encontrar - perdida de tudo.
(...)
seus olhos eram quase verde, quase castanhos, quase mel. quase. uma doçura de quem parece estar rezando para que não lhe descubram os inevitáveis medos que eu bem conhecia. sem maiores incêndios apesar de toda a fumaça entre nós, não encontrei o fogo. mas sabia que algo queimava em algum lugar, bem no fundo. (...)
eu evitei olhar demais dentro daqueles olhos. eu ainda não estava pronta pra naufragar. nem pra me deixar molhar...
(...)
seus olhos eram quase verde, quase castanhos, quase mel. quase. uma doçura de quem parece estar rezando para que não lhe descubram os inevitáveis medos que eu bem conhecia. sem maiores incêndios apesar de toda a fumaça entre nós, não encontrei o fogo. mas sabia que algo queimava em algum lugar, bem no fundo. (...)
eu evitei olhar demais dentro daqueles olhos. eu ainda não estava pronta pra naufragar. nem pra me deixar molhar...
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
é o silêncio, toca mais que qualquer música. o som das notícias me acompanha pelas ruas, por onde quer que eu vá, como um batimento cardíaco que escapou e me fez perder o ritmo da corrida louca dessa vida moderna. não quero mais. eu quero sempre menos: menos absurdo, menos tragédia, menos violência.
(...)
saber morrer é um exercício diário, e ai de mim que fui por tanto tempo sedentária, ai de mim que não posso carregar o peso de uma terra inteira. ai de mim que ignoro o peso de mim... ai de mim. ai de mim, mas não vou mais me deixar doer. só por hoje.
(...)
saber morrer é um exercício diário, e ai de mim que fui por tanto tempo sedentária, ai de mim que não posso carregar o peso de uma terra inteira. ai de mim que ignoro o peso de mim... ai de mim. ai de mim, mas não vou mais me deixar doer. só por hoje.
segunda-feira, 23 de janeiro de 2012
devaneios pós-meia noite
eu gosto das coisas simples. nada preenche o vazio deixado pelos pores do sol que não vejo, pelas meias noites que não completo, pelos fogos sem ano novo, pelos versos que não escrevo e pelos rostos que não desenho.
talvez por isso eu seja uma pessoa tão difícil de agradar. não tem fins de tarde no parque à venda nas padarias. só sonhos de creme. e eu quero sonhos de noites de verão.
talvez por isso eu seja uma pessoa tão difícil de agradar. não tem fins de tarde no parque à venda nas padarias. só sonhos de creme. e eu quero sonhos de noites de verão.
domingo, 22 de janeiro de 2012
fórmula de fernanda
coração em pedaços
dividido em números reais
por amores imaginários
mais difícil que cálculo 1
+
pra preencher os vazios, pra preencher as lacunas
pra fechar o balanço, pra abrir meus sorrisos
eu espalho pedaços de mim pelo quarto
esse espaço
entre 4 paredes e uma casa
onde eu nao me contenho mas sou contida
questao matematica mesmo, conjunto
+
eu encho o cômodo de tralhas
na esperança de me sentir menos vazia
e quando tudo se vai
o que sobra é evidencia, é bobagem
é espaço em branco
é a angustia materializada em organização
em solidão, em sozinhez
evidente na matéria, latente na carne
/
a gente tem que deixar tudo ir
pra acertar as contas:
daquelas coisas que não cabem na prova real
o que sobra é resto
______________________________________
o que dói mesmo nem é o que vai
mas o que fica guardado lá dentro do peito...
dividido em números reais
por amores imaginários
mais difícil que cálculo 1
+
pra preencher os vazios, pra preencher as lacunas
pra fechar o balanço, pra abrir meus sorrisos
eu espalho pedaços de mim pelo quarto
esse espaço
entre 4 paredes e uma casa
onde eu nao me contenho mas sou contida
questao matematica mesmo, conjunto
+
eu encho o cômodo de tralhas
na esperança de me sentir menos vazia
e quando tudo se vai
o que sobra é evidencia, é bobagem
é espaço em branco
é a angustia materializada em organização
em solidão, em sozinhez
evidente na matéria, latente na carne
/
a gente tem que deixar tudo ir
pra acertar as contas:
daquelas coisas que não cabem na prova real
o que sobra é resto
______________________________________
o que dói mesmo nem é o que vai
mas o que fica guardado lá dentro do peito...
Assinar:
Postagens (Atom)