quinta-feira, 15 de setembro de 2011

_por quanto mais tempo eu vou viver na sombra do que nós fomos?
_até que o sol se coloque à frente do futuro...

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

faz tempo que não escrevo, que não te escrevo, que não me escrevo. faz muito tempo de tudo e, os pessimistas diriam, que o tempo não faz nada. os dias agora são de 8 as 18 e entre trabalho e estudos, todos se salvaram. às vezes me pego espiando velhas fotos, procurando marcas que não tinha, sorrisos que perdi, gente que encontrei - procurando evidências do que fui. e se fui! E inevitavelmente eu te encontro, não entre as gôndolas, mas em algum lugar no fundo do meu peito, escondidinho embaixo de várias memórias de coisas que já não sou, muita poeira. a garganta se inflama, a gente também. eu gosto de você, menino, é coisa que não posso mentir. é coisa que não quero mentir. mas bang bang, a gente se acertou outra vez.

e entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

domingo, 11 de setembro de 2011

eu me derramo
e a lua enche
antes que a seca me leve com o primeiro vento mais brando

domingo, 21 de agosto de 2011

feliz vida nova

tu bem sabe que eu já não sou mais a mesma de uns anos atrás, que agora me encontra não só nos rascunhos que deixei na tua gaveta mas também no meu próprio rosto, no meu próprio sorriso. tu que me conheceu entre retas e planos, sabe que agora eu vou além de alguns pontos. e que a gente eventualmente se cruza por aí, em um desses planos imaginários, coisas da perspectiva que faz até retas paralelas se cruzarem: tudo ilusão de ótica, e eu caio caio caio nessas coisas, na velocidade de uma pluma ou de uma bigorna, na velocidade do nosso amor que nunca foi mais que platônico. e a gente se desmancha no ar, leve, infinitos, ainda como um - mas espalhados por toda a atmosfera. tu bem sabe que eu já não sou mais a mesma. e eu bem sei que a gente nunca foi. ou ficou.

e eu bem sei que as retas são feitas de infinitos pontos e começos, começos, começos. até a próxima perspectiva e feliz vida nova, pra mim e pra voce, aonde quer que estejamos.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

beijos

mas se eu te levo e tu me levanta
se o copo cai mas não balança
se voce vem e eu vento
com quatro mãos e um talento
quando eu não caio e nem balanço
nao me deixo levar aos cantos
nem correnteza
nem voce
nem cerveja


segunda-feira, 27 de junho de 2011

preparar, apontar. fogo.

dessa vez te enfrento e te confronto de mãos vazias
mas com a boca cheia de palavras, palavrões e beijos


bang bang
i shot you down

sexta-feira, 24 de junho de 2011

o médico e o monstro

tenho medo das minhas palavras, medo de que elas eventualmente se voltem contra mim como boa parte do que criei. tenho pavor da poesia que antes saia em cascata pelos cantos dos meus lábios, tenho pavor dos olhos que mergulham nos espelhos em busca do mundo tangível. tudo questão de referencial.

não posso confiar em mim mesma, já não sou quem eu fui há 1 segundo atrás. e isso é ótimo.