deixo as palavras escaparem entre as linhas, os dedos enfraquecem mais que nunca, o futuro é agora, meu bem. a roupa já não cabe, a maquiagem já não cabe, a vida já não cabe - é tudo metalinguagem, eu e eu.
a tristeza é paradoxal: é agora e ontem, é fome e falta de apetite, é desejo e falta de vontade - o elevador sobe, mas também desce. e é tudo mecânico, mesmo a descida... e eu que sempre gostei da intensidade das cores não poderia deixar de idolatrar o blues.
certas coisas a gente só aprende com a idade.
