tudo chove no espaço e no tempo de um verão todo
pra afogar minhas nostalgias bobas de quem mal tem 20 anos
habitante das entrelinhas
do concreto que não me deixa escoar
e fazer a terra fértil
fazer as plantas saírem do papel
e virarem alicerce e estrutura
metal e concreto, tijolos, objetos
futuro do pretérito
nostalgia que vem em blocos
navegantes das calçadas
a gente quer sair do papel, virar trânsito
onde nenhuma reta vira esquina
onde mulheres viram meninas
e eu ainda quero a contradição
dos espaços abertos que não deixam fluir
de ganhar passagem ao estender a mão
ganhar de inverno a maior estiagem
e passar o maior frio no verão
a gente vai ficando cinza, branco e amarelo
fazendo figuração na obra do arquiteto
é que a gente é assim aqui em brasília:
quando seca, vira pó
e quando chove, inunda
ou enche a cara
nos bares sem esquina nenhuma
imóveis, mas sempre de passagem
rodeados de lago, nada mais do que margem
carioca em brasília é assim
procura cantos em todas as bocas
na falta de encontrar esquinas
sem laje nem cobertura
e sem encontrar lapa nem redentor
uma melancolia dos diabos me bate
toda vez que meu coração apanha e vai a nocaute
Oi amiiiiiiiga. Parabéns pelo blog, e claro, pelos textos...já dei uma rapidinha (lida) aki. :)
ResponderExcluirDepois faz um banner pra eu linkar la no meu: (claro, se vc kiser)
bjos.