ao meu melhor amigo,
que permanece ao meu lado nos dias cinzas e nublados
nos quentes e molhados
na ciência e na arte
na lógica analítica e na lógica minha
ao meu melhor amigo,
que permanece comigo nos dias em que eu não falo
planejando uma viagem pra índia
um retiro no templo budista
pro próximo semestre estudar metafísica
ao meu melhor amigo,
um gênio de palavras lidas e escritas,
que sabe como ninguém lidar com meus caprichos
e sismas de apagar tudo que escrevo
sem apagar tudo o que fomos e queremos ser.
ao meu melhor amigo,
que burla o calendário tradicional
e conta anos em loucuras realizadas
que muitas folhas se virem
e nós continuemos líricos, leves e soltos.
(que nós sabemos que o que a internet uniu nem a internet separa)
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