'(...)
Toma um fósforo. Acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro,
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa inda pena a tua chaga,
Apedreja essa mão vil que te afaga,
Escarra nessa boca que te beija! ' Augusto dos Anjos, Versos íntimos
'enquanto houvesse uma mão eu seguiria... e agora voce vê, meu bem! onde eu estou?' eu perguntei rápido, incisiva.
'está indo rápido para lugar nenhum, meu bem.' ele respondeu pacientemente, mesmo que fosse muito mais que meia-noite.
'certo...'
'é o seu destino. está aí, como voce diz, na palma da sua mão.'
olhei as linhas na mão. estavam ali mesmo, mas a mão estava só.
'oi?' ele chamou distante.
'pelo menos quando voce for atravessar a rua...' eu disse devagarinho, hesitante
'?'
'segura a minha mão?' eu pedi, não precisava mais do que daquelas duas mãos que eu tant oconhecia, que sempre bagunçavam meus cabelos ou faziam o sinal de 5...
'enquanto voce precisar!'
Nenhum comentário:
Postar um comentário
deixa tua marca