o rapaz a observava desde sempre. ela era estranhamente bela, com feições infantis e olhares que fitavam algo que ele nunca conseguia ver. e parecia tão sábia. mas era inocente demais, pura demais. ela era tudo demais. e ele odiava isso. odiava saber que ela sempre seria demais para ele. e odiava mais ainda o fato de se apaixonar por ela a cada dia.
e passavam tardes juntos falando um com o outro, mas nunca se comunicavam. eles nunca se entendiam, talvez porque ela fosse subjetiva demais. era uma artista das palavras, das cores e via obras de arte nas nuvens. e ele odiava não ver também.
e a queria cada vez mais, e assim ele se afastava cada vez mais. ela o lembrava do quanto ele poderia ser e isso o irritava profundamente. de verdade. e quanto mais tocava o corpo, mas se afastava da alma. mas o que ele nunca soube é que ela nunca teve alma alguma. e ele odiava isso.
e estavam em meio termo, ela não sabia se era com-paixão ou com paixão. e se afastava porque era forte demais, apegada demais. e era assim que ela era: volátil demais. exatamente como o álcool, prestes a entrar em combustão. e talvez por isso ele se sentisse familiar a ela: era um viciado em bebidas alcoólicas.
mas eles eram assim. tão semelhantes que eram diferentes demais. e tudo que os separava agora era o espaço do último beijo.
porque eles explodiram.
simples assim.sobre a sobre-vida de alguém que já morreu numa explosão.
Autobiografia?
ResponderExcluirquem sabe \o/ eu gosto de ouvir historias e recontá-las , reescrevê-las ... a minha vida é assim, cheia de historia...
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