leve. (d.,f.)
"me toma
me engole
como veneno
como remédio
trai a ti mesmo
me muda, adultério
me leva contigo
me leve à loucura
só não me leve a sério"
terça-feira, 27 de janeiro de 2015
terça-feira, 17 de junho de 2014
tua mão encostou na minha numa rua de nova iorque antiga. estremeci. voce sussurrou em frances no pé do meu ouvido que não há acaso, só encontros. e assim, encontramos o white horse tavern. voce falava sem parar e sorria, eu sentia o teu cheiro de longe - a atmosfera que nossos olhares criavam me engolia. não existia mais passado ou futuro, eu nao sabia se era 1940 ou 2016, voce e eu éramos atemporais. "a pain stabbed my heart as it did everytime i boy i loved took the opposite direction in this too big world of ours". (...)
voce me levou pela mão como se fosse da cidade. a verdade é que a cidade era nossa, voce era meu e eu era tua, perdidos na nova iorque antiga. voce me abraçou, me levantou no ar. voce suportou o meu peso, minha insustentavel leveza, e giramos ao redor do teu corpo na 13rd com a 10th. pegamos um taxi, 9th, 8th. New York Times.
(...)
à meia luz voce se mostrou inteiro. tua mão na minha no bar, nossas linhas da vida se cruzaram e não passaram batidas. nem mortos nem feridos, nós dois sobrevivemos.
voce me levou pela mão como se fosse da cidade. a verdade é que a cidade era nossa, voce era meu e eu era tua, perdidos na nova iorque antiga. voce me abraçou, me levantou no ar. voce suportou o meu peso, minha insustentavel leveza, e giramos ao redor do teu corpo na 13rd com a 10th. pegamos um taxi, 9th, 8th. New York Times.
(...)
à meia luz voce se mostrou inteiro. tua mão na minha no bar, nossas linhas da vida se cruzaram e não passaram batidas. nem mortos nem feridos, nós dois sobrevivemos.
domingo, 20 de abril de 2014
gnossienne
toujours lui
lui partout
... as notas ficaram soando, dançando na minha cabeça, trilha sonora daquela noite que eu nunca fui capaz de esquecer, aquele que eu nao conseguia lembrar. de repente eu me vi obcecada pela sua memória que eu nunca registrei, obcecada pela necessidade de preencher os espaços que o dia seguinte que não vivemos deixou. eu te inventei, tinta, papel e água, com as cores do meu pensamento. daquela noite que passou mas que talvez nunca tenhamos vivido. muitas coisas ainda me lembram você, e trazem de lembrança os sorrisos que voce não pôde me dar. eu te inventei e te inventaria de novo quantas vezes fossem necessárias com a ponta do meu pincel, com a ponta do meu lápis.
nunca esqueci aquela noite que eu não conseguia lembrar,
nunca esqueci teus beijos que tu nunca me deu. não lembro mas não esqueço,
sequer sei se te conheço.
lui partout
... as notas ficaram soando, dançando na minha cabeça, trilha sonora daquela noite que eu nunca fui capaz de esquecer, aquele que eu nao conseguia lembrar. de repente eu me vi obcecada pela sua memória que eu nunca registrei, obcecada pela necessidade de preencher os espaços que o dia seguinte que não vivemos deixou. eu te inventei, tinta, papel e água, com as cores do meu pensamento. daquela noite que passou mas que talvez nunca tenhamos vivido. muitas coisas ainda me lembram você, e trazem de lembrança os sorrisos que voce não pôde me dar. eu te inventei e te inventaria de novo quantas vezes fossem necessárias com a ponta do meu pincel, com a ponta do meu lápis.
nunca esqueci aquela noite que eu não conseguia lembrar,
nunca esqueci teus beijos que tu nunca me deu. não lembro mas não esqueço,
sequer sei se te conheço.
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
quarta-feira, 4 de setembro de 2013
no fim das contas nosso amor não passou de origami de papel levado ao vento, sempre prestes a ser amassado. frágil e tão destrutível. como aquele livro que tu me deu um dia, em uma língua que nunca vou ler sobre algo que eu nunca vou saber fazer bem, você ama me torturar com a ideia de que eu não vou ser o bastante. mas hoje eu sei que eu sou demais. demais pra você.
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
de repente me bateu uma tristeza por toda a vida que escorre pelas mãos das pessoas ao meu redor, aqueles que nunca experimentam a adrenalina do descontrole - que é coisa cotidiana, que é a vida, afinal. como eu fiquei triste. porque a vida é tao preciosa e tão pequena, tão frágil mas tão intensa. como as ondas que se formam no mar, que nos arrastam mesmo que a gente as parta ao meio com a nossa presença insistente, que não sai do lugar ainda que todo o mar se mova na direção oposta. a vida é isso se assim você a vê: algo a enfrentar e não algo que te leve. a vida é inevitável e vai na direção em que ela quiser. ou o destino, sei lá. e nós somos só pequenos grãos de areia revoltos no fundo do oceano... que ou sedimenta e vira pedra ou se deixa levar pela corrente. o mar sabe o que faz. e a vida também.
eu quero é nadar.
eu quero é nadar.
Assinar:
Postagens (Atom)