é que eu tenho medo de jamais experimentar algo tão belo quanto eu experimentei com você.
senhoras e senhores: fernanda duarte.
terça-feira, 17 de agosto de 2010
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
estrelas
o sol se punha suave, as cores se misturavam de forma imperceptível: suavidade era a lei do universo. eu sabia que aquele era um momento único, que mesmo se o sol se pusesse da mesma forma, com as luzes na mesma intensidade, eu já não seria mais a mesma.o universo nao deixa nada a ser vivido, é tudo agora, no momento exato e nada além. despedidas suaves, saudades saudáveis. eu fiz um pedido pra primeira estrela da noite, eu pedi pra morrer.
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
nós na garganta
o nós fica entalado na garganta, o peito já não dói de esperança, só de certeza. o amor que era doce teve fim amargo: devia estar podre - ou vai ver é só a minha língua. já não interessavam os motivos e nem se houve ou não amor, tudo o que interessava é que já não havia mais querer e nem querido, nem amor e nem amado. um ano e meio ficou pra trás, a amargura não. nem as dores, nem as alterações de apetite, nem a falta de desejos e nem a falta de interesse generalizada: não há viagra pra impotência emocional.
"às vezes acontecem coisas com as pessoas que amamos e queríamos que as coisas fossem diferentes. é por isso que eu falo todas essas coisas agora." ele disse, por medo de perder. uma parte de mim havia morrido na última guerra, a outra voltara aos pedaços. eu perdi, todos perderam. a paz agora era mera formalidade para que os pecados fossem perdoados. não havia culpas ou culpados, réus ou juízes, bom ou mau. não havia nada a ser feito. coisas irreversíveis.
Algumas coisas na vida tinham de ser engolidas e só. eu engolia pouco a pouco, pra que o fel fosse menos amargo: pura ingenuidade. eu engoli, só não contei com a ânsia de vômito pós-deglutição. se eu pudesse, seria mais, faria mais, sentiria menos. mas já não me canso de dizer que não há nada a ser feito. os amores morrem e um pedaço da gente também.
e não há nada a se fazer. especialmente quando você sente que nem os abraços são mais abraçados da mesma forma. se é indesejado e ponto. as mãos estão atadas e nem os abraços são mais os mesmos. e eu perco mais tempo, sabendo que não há nada a fazer, que não há amor a retribuir, que volto ao sul e à condição de sempre: eu e eu mesma, sem nada a preservar.
quis ligar centenas de vezes. quis dizer centenas, milhares de vezes. me contive em todas menos uma. era tudo perda de tempo, era tudo em vão: o presente me trouxe um não amor, uma angustia e mais uma impotência. eu poderia insistir em amar. resolvi que eu não faria nada.
não há nada a ser feito.
"às vezes acontecem coisas com as pessoas que amamos e queríamos que as coisas fossem diferentes. é por isso que eu falo todas essas coisas agora." ele disse, por medo de perder. uma parte de mim havia morrido na última guerra, a outra voltara aos pedaços. eu perdi, todos perderam. a paz agora era mera formalidade para que os pecados fossem perdoados. não havia culpas ou culpados, réus ou juízes, bom ou mau. não havia nada a ser feito. coisas irreversíveis.
Algumas coisas na vida tinham de ser engolidas e só. eu engolia pouco a pouco, pra que o fel fosse menos amargo: pura ingenuidade. eu engoli, só não contei com a ânsia de vômito pós-deglutição. se eu pudesse, seria mais, faria mais, sentiria menos. mas já não me canso de dizer que não há nada a ser feito. os amores morrem e um pedaço da gente também.
e não há nada a se fazer. especialmente quando você sente que nem os abraços são mais abraçados da mesma forma. se é indesejado e ponto. as mãos estão atadas e nem os abraços são mais os mesmos. e eu perco mais tempo, sabendo que não há nada a fazer, que não há amor a retribuir, que volto ao sul e à condição de sempre: eu e eu mesma, sem nada a preservar.
quis ligar centenas de vezes. quis dizer centenas, milhares de vezes. me contive em todas menos uma. era tudo perda de tempo, era tudo em vão: o presente me trouxe um não amor, uma angustia e mais uma impotência. eu poderia insistir em amar. resolvi que eu não faria nada.
não há nada a ser feito.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
fantasmas
alguns diriam que é um tempo de vinganças, eu diria que é o tempo de conhecer um pouco mais as pessoas que nunca saem do nosso lado: nós mesmos. matar memórias faz parte do cotidiano dos corações partidos. as consciencias já não pesam, é tudo em legítima defesa. não que haja culpados: já não há mais ninguém além de si mesmo, confortavelmente solitários, deixados a sós consigo mesmo.
matar memórias fica fácil depois de alguma experiência, difícil mesmo é exorcisar os fantasmas...
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
logo logo
"voce pensará em mim e em como eu costumava ser".
embalou os livros velhos, os desenhos velhos, papéis velhos e tudo o mais que já não lhe servia: tudo aquilo a que ela foi fiel eque não lhe ofereceu nada de volta. era estressante viver esperando retribuições ou amor do mundo pelos seus atos de bondade, era pura burrice. ela sabia que algumas milhas caminhadas até sua casa, algumas corridas em volta do mesmo lugar - fisicamente falando - seriam melhor que qualquer outro remédio. se a fuga não vinha até ela, ela ia até a fuga.
as mãos se abriam para deixar ir e ao mesmo tempo para receber, ela sabia que mãos fechadas não ganhavam nada. abriu além disso seu coração e seu sorriso. e era o bastante desde que a boca se mantivesse fechada por alguns momentos preciosos. be strong, keep telling myself that it won't take long till i'm free of my disease. ela acreditou que as coisas seriam melhores de ontem em diante. e foram.
embalou os livros velhos, os desenhos velhos, papéis velhos e tudo o mais que já não lhe servia: tudo aquilo a que ela foi fiel eque não lhe ofereceu nada de volta. era estressante viver esperando retribuições ou amor do mundo pelos seus atos de bondade, era pura burrice. ela sabia que algumas milhas caminhadas até sua casa, algumas corridas em volta do mesmo lugar - fisicamente falando - seriam melhor que qualquer outro remédio. se a fuga não vinha até ela, ela ia até a fuga.
as mãos se abriam para deixar ir e ao mesmo tempo para receber, ela sabia que mãos fechadas não ganhavam nada. abriu além disso seu coração e seu sorriso. e era o bastante desde que a boca se mantivesse fechada por alguns momentos preciosos. be strong, keep telling myself that it won't take long till i'm free of my disease. ela acreditou que as coisas seriam melhores de ontem em diante. e foram.
domingo, 8 de agosto de 2010
sábado, 7 de agosto de 2010
cachorro
o cachorro de pelúcia gigante, presente de minha madrinha, jazia no meio do meu pequeno quarto desde sempre. percebi que já não tinha mais idade pra isso, resolvi jogá-lo fora. minha mãe insistiu para que eu o mantesse. contrariei, caminhei com o nada de pelúcia gigante até a lixeira do prédio:
ocupa espaço necessário para outras coisas, não tem utilidade - nunca teve, é bonitinho mas me atrapalha.
os sentimentos deviam ser removíveis da mesma forma...
ocupa espaço necessário para outras coisas, não tem utilidade - nunca teve, é bonitinho mas me atrapalha.
os sentimentos deviam ser removíveis da mesma forma...
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