domingo, 16 de junho de 2013

eu simplesmente não sou capaz de esquecer aqueles dias. entre o chile e a bolivia, entre a morte e a vida. respirando o mais fundo que podia eu me surpreendia ao constatar que o pouco ar disponível àquela altitude ainda me fazia sentir mais viva que todo o ar que eu tinha respirado no nível do mar. os vulcões, a terra. eu era da cor da terra, da cor das ruínas. eu era o deserto, e o deserto me engolia, me consumia. e eu me consumava.

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