sexta-feira, 22 de março de 2013


meu avô nunca foi um cara bacana, nem um cara rico. meu avô colocou algumas vigas em brasília, foi operário na construção da cidade. trabalhou de caminhoneiro muitos anos pelo brasil e nos arredores, indo até onde o chão pudesse alcançar. ele cruzou mais fronteiras do que se possa imaginar. (...) meu avô era um cara semi analfabeto que passou fome e sede no meio do ceará. pobre, preto. mas que ensinou ao meu pai o gosto pelas letras. hoje meu avô morreu. e dele eu herdei fortunas que nunca foram testamentadas: meu pai, a cor da minha pele, a capacidade de me reinventar e a vontade de ganhar o mundo.

que seu espirito esteja em paz.

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