terça-feira, 29 de novembro de 2011

(tentativas) de seminários em versos

sujeito suposto não saber
com fantasias de foucault
romances psicanalíticos
pra quem nao entende de amor
- só de desejo  -
objetos distantes e inalcançáveis
nem no paladar nem no tato
nem no script nem no ato
a grande outra e o sujeito barrado


belo belo belo, tenho tudo
(que já nao quero)
sabio era manuel bandeira

desejo realizado nao é mais desejo
vira concreto
e dos corpos queimados
só restam cinzas
tudo vira pó

e eu preciso da leveza com que a água se levanta
e da ilusão de textura com que vira nuvem
e do peso falso com que cai e lava - ou leva? - tudo

a fumaça entrando nos pulmões
tu me inspira pouco a pouco que eu sei

fico circulando no teu sangue quente
presa em correntes
quase tao tangível quanto gelo sublimando 
de cordas bambas, passo a passo

se o real não fosse lacuna... me diz:
o que seria dos meus poemas sem teu espaço?

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixa tua marca