quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Imigrantes;

Sem jogar concreto nas terras selvagens
Resistindo à urbanização dos instintos
ignorando as fronteiras, viajantes sem destino
se tu me procura eu te encontro
os finais viram três pontos . . .

Palavras de corpo
Desenhadas na retina
Peles que se arrepiam
Em 3 ou mais idiomas
No despertar da minha insônia

e quando eu mais te toco
derrubando as barreiras de linguagens
Com todas as línguas
Eu te toco e tu me liga

e estamos
por
um
f
i
o
.
.
.
a noite é longa, baby
maior que todas as distâncias
e tu atravessa meu pensamento
antes de atravessar a alfândega
tudo imposto

que nada disso cabe no espaço
nos contornos do corpo
rascunho de sordidez
com traços de pós-modernidade
não é certo, mas é verdade

sou traficante das tuas fantasias ilegais
misturando tuas éticas em álcool
que é pra ver se a gente toma juízo
que é pra ver se a gente bebe da fonte
sem ir com sede demais ao pote

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