quarta-feira, 23 de novembro de 2011

acertando as contas

o céu já não é o mesmo em brasília, contradição da tragédia cotidiana da rotina, que é repetição mas que nunca se deixa imitar. enquanto eu dirigia em uma entrequadra, percebi que não importa a estática das construções ou a velocidade de suas metamorfoses, eu ainda podia achar todas as mesmas graças que você jogava pra mim entre as nuvens, nas memórias daqueles dias em que a gente fazia compras, fazia ciência, fazia arte, fazia música, fazia parte. tempo em que eu era toda impressão das tuas paredes, te traçando fielmente nos contornos, deixando aparente os vazios de dentro. tempo aquele em que a gente dividia não só colchões, contas ou carne, mas tempo, histórias e risadas - numa matemática típica de quem faz psicologia demais, revelando os negativos. teu riso alto tirou prova real, além das probabilidades. é que os outlayers também fazem parte, se é que você me entende.

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