segunda-feira, 12 de setembro de 2011

faz tempo que não escrevo, que não te escrevo, que não me escrevo. faz muito tempo de tudo e, os pessimistas diriam, que o tempo não faz nada. os dias agora são de 8 as 18 e entre trabalho e estudos, todos se salvaram. às vezes me pego espiando velhas fotos, procurando marcas que não tinha, sorrisos que perdi, gente que encontrei - procurando evidências do que fui. e se fui! E inevitavelmente eu te encontro, não entre as gôndolas, mas em algum lugar no fundo do meu peito, escondidinho embaixo de várias memórias de coisas que já não sou, muita poeira. a garganta se inflama, a gente também. eu gosto de você, menino, é coisa que não posso mentir. é coisa que não quero mentir. mas bang bang, a gente se acertou outra vez.

e entre mortos e feridos, salvaram-se todos.

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