quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

o que aprendi com m.a.m.

ei,
hoje vi uma propaganda daquele filme que a gente assistiu junto, fazendo as piadas mais nonsense. lembrei de você, especificamente você, com seu jeito engraçado de parecer sério, com o seu jeito menino de querer ser homem, sabendo que em termos de whisky só eu colocava o pau na mesa. dos porres com hora marcada, da guitarra tocada à noite, das fugas de uma noite só, dos rabiscos que deixei na tua parede e no teu âmago do ser, dos prêmios jamal. do medo de crescer e do medo de estagnar. das caronas e das maioneses caprichadas. carne à vontade e música alta. rock the casbah. das pequenas coisas, do lirismo prático. dos supermercados e das árvores de natal. dos park days. nada científicos.
lembrei de você, deixei escapar um sorriso daqueles que eu não dava fazia tempos. tentei lembrar quando eu tinha ficado tão amarga... não lembrei de você. tentei lembrar quando você me fez temer por mim mesma, concluí que foi na hora em que olhei pra você e pras suas angustias e vi meu futuro.
lembrei de você, mais do que um dos homens da minha vida, você é grande parte do homem em mim.

uma dose de whisky pra você, uma dose pra mim. sem gelo, por favor.

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