quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

irlanda

eu mostrei a minha cidade pelos caminhos que só eu fazia nos tempos em que eu estava perdida. eu aprendi a amar aqui, eu aprendi a amar a secura e o vermelho, a estiagem e a primavera dos ipês, a inconstância e as chuvas repentinas, eu aprendi a ser um pouco mais como a cidade. pequenos detalhes que tinham se perdido no cotidiano de concreto, minha mão em um trevo de três folhas, uma borboleta, um coração. e uma lágrima para cada metade dos corações partidos: o que começa em festa e borboletas nem sempre termina em estiagem.
eu mostrei a minha cidade pelos meus olhos castanhos que te emprestei, e eu vi uma infinidade de coisas inéditas no reflexo dos teus olhos verdes.
era a chuva de dezembro em brasília.

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