segunda-feira, 6 de setembro de 2010

sem falacias, com muitas jujubas

nao tinhamos nada pra deixar pra trás por aqui, a não ser nossas camas e nosso conforto de levar uma vida mais ou menos, mais pra menos que pra mais. com o direito de levar uma mochila nas costas, deviamos colocar os pés no chão e a cabeça no lugar. sem choro nem vela.
o vôo seguiu sem maiores turbulências, sobrevoamos o pacífico. era tudo o que eu precisava: paz. a cidade enorme, os onibus eram os mesmos e a passagem nos girou em torno dos andes. eu podia perder meus sapatos e minhas meias, mas jamais a cabeça ou o ônibus. O deus do caos e a mãe terra estavam em harmonia, e porque nos nao estariamos? mesmo que tudo estivesse em ruinas, mesmo que tudo fosse apenas sombra do império que um dia ja foi, era tudo lindo. e a gente crescia um pouco mais a cada passo em direção a um metro a mais de altitude. sem oxigênio mas cheias de amor pra dar.
a vida em volta da praça, as noites de salsa, a disco music, os drinks. tudo denunciava que haviamos ligado a maquina do tempo e quebrado as barreiras do espaço, o universo era aqui e a vida era agora. éramos seis de começo e éramos muito mais por fim.
reencontrei minhas meias favoritas, mas o medo de viver eu perdi pra sempre - e espero nao encontrar outra vez...

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