quarta-feira, 14 de julho de 2010

unção dos enfermos

"nadie se curó se no se puso enfermo
 y es tan frecuente cuanto extraño
 se no puede hacerte daño
 no te harás feliz"

"quero estar em meus poemas, quero estar em minhas frases. quero me escrever em todo o canto, não aguento mais essa solidão, quero que me toquem. não posso viver de solidez, quero me desmanchar antes que me destruam. nego todos os meus desejos por um mínimo de controle, sou patética, sou mais ridícula que todos aqueles que critico, só sou consciente: a ignorância é minha maior bênção. quero dormir antes que eu me entorpeça, quero desaparecer antes das 6 da tarde. tenho uma certeza imbecil que me denuncia, tenho que permanecer parada nos 5 minutos que seguem meus impulsos. sinto uma agonia sofrível de um amor que brinca de esconde-esconde nos meus pensamentos: o amor-próprio, diga-se de passagem. Meus delírios estão em franca evolução, posso prever o futuro. e tenho medo.

estou doente, miseravelmente doente."

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