domingo, 11 de julho de 2010

equinocio de inverno

 há um ano deixamos a cidade pra trás, há um ano deixei meus afetos pra trás. Fiz meus cálculos, desconsiderei a companhia com aroma de cigarro dele, as caminhadas na brasília noturna e notívaga, obtive resultados promissores. Vivi o dia mais longo do ano à beira-lago, envolta em fumaça e música: dancei conforme a musica, do jeito que me ensinaram. E sabia que a música logo não faria sentido algum, sabia que o álcool era traiçoeiro, quis dizer uma dúzia de palavras e só pude usar meus braços pra dizer alguma coisa. A noite era uma criança e nós menores ainda, só pude rir de tudo o que o trânsito dos planetas nos tirava sem saber que na verdade ele trazia uma nova condição, um grande e gigantesco presente.
Os homens cultuavam Vênus, prostitutas e a razão. Em shorts e maquiagem, nos faltava pouco pra subjugar todos os homens do universo. Ela me sorriu, outro brinde foi feito: se não podemos deixar a cidade para buscar a estrada, que a estrada venha até nós.

Amém.

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