terça-feira, 20 de julho de 2010

dia 1

deixei a energia da vida fluir, como quem deixa a represa arrebentar. disse a ele dos erros que descobri, em vão. Ele não me ouviu em nada, disse que era cabeça-dura demais pra tudo isso. Disse que não se permitiu mais me amar, disse que era objetivo. Eu li só incoerência. Eu quis que ele e a objetividade dele se explodissem, que ele e os amigos dele se explodissem. Deixei um pedaço de mim perecer: aquele que se permitia dar a ele alguma chance de ser o que ele nunca teve espaço pra ser - alguém que se permite sentir e se apegar. Ele disse que me amou muito, eu sabia que isso também não fazia sentido algum. Hoje sei que perdi meu tempo de estar nos bares, meu tempo de viajar, minha oportunidade de ter me matado. (...)
passei 6 meses dopada. Ele não pensaria em nada, só diria a mesma coisa sempre, como disco riscado: eu sou cabeça-dura, eu sou individualista, eu te faço mal. Diria que seu amor muda sem aviso, como se fosse uma música do George Harrison. Diria que quer realizar sonhos, que quer aprender - mas ele é cabeça dura demais pra isso. deixei a energia da vida fluir: dessa vez eu embarquei num barco a motor, quem quiser, só entrar.

2 comentários:

  1. Ei...

    O amor é burro, mas várias vezes acerta!
    Há trilhoes de homens menos egoistas no mundo, só esperando pela oportunidade de te conhecer ;)

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