segunda-feira, 7 de junho de 2010

não-alcoólicos anônimos

as horas passaram calmas, o sono permaneceu. caminhando entre as gôndolas e as araras ela encontrava a paz que nunca tinha perdido: ela nunca tinha é comprado. Ela esperou que a vida se repetisse, que seus versos se repetissem, que seus olhos se repetissem pelo excesso de rotina, sem perceber que a rotina nada mais era que uma longa sequencia de fatos irrepetíveis. colocou em um papelzinho qualquer as obrigações daquela semana, calculou seu tempo de pensar, seu tempo de ser, seu tempo de estar e principalmente de bem estar. só esqueceu de contar as horas pra amar, essas eram longas...

antes de dormir, naquela noite ela separou as velhas fotos - uma desculpa pra revê-las antes de prendê-las a sete chaves no passado. ela fez um sinal da cruz antes de se acomodar no travesseiro, pensando na carta de alforria assinada pelos médicos: um dia de cada vez. sem alcoólico, só com o anônimo.

Um comentário:

  1. Fantástico! Nesso momento acaba de me descrever! =P Adoro seu blog...

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