terça-feira, 1 de junho de 2010

14 horas

e 4 dias. duas certezas, o frio invadiu a cidade, a ilusão se perdeu na neblina do lago. O ônibus atravessa oceanos em questão de minutos, todos os caminhos mapeados e os mapas não são legíveis depois das 10 da noite. e já são 11. os motoristas e os cobradores, os passageiros e os permanentes, as prostitutas e os necessitados. é tudo noite, eu não sou e nem a meia dúzia que se esconde por trás do volante financiado em 5 anos e da liberdade de pensamento. É triste ver que os monstros na cabeça não são páreo pra você mesma, sua pior inimiga; triste mesmo é ver tu definhando. O inverno traz a chuva seca, a estiagem que consome até a lembrança, não se derramou mais uma lágrima sequer desde o outono: vai e vem, é tudo em vão, é tudo vão, VÃO. VÁ. as luvas saem das gavetas e as meias também, só tem gente que não sai do armário...

Ah o inverno. O inverno pede cinza por excelência: e eu por prazer, queimo.

16 horas. 4 dias. nada apaga o inverno dos nossos rostos cansados. e a gente queima, queima, queima....

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