domingo, 23 de maio de 2010

limites

brasília, 19:51:
meus pensamentos cristalizaram e entupiram as veias do meu coração, eu acho. passei as últimas 4 horas sentada na cama, contando os bichos de pelúcia, contando quantos dias me restam, contando os cabelos que a ansiedade me arrancou e os prazeres que o prozac me roubou. Apesar de ter perdido tantos quilos, todo o resto de mim ainda pesa uma tonelada e a gravidade me mantém colada nos lençóis da minha cama por horas a fio. eu acho que meus pensamentos mais densos, aqueles que gostam de correr pelo corpo inteiro como calafrios, entupiram as veias do meu coração.

depois de café, chocolate e prozac fica difícil acreditar que a felicidade não é nada além de um efeito colateral de alguma droga que provavelmente vai te arrastar a todos os seus limites e principalmente ao limite dos outros - aquele limite desenhado por alguém delimitando quem você devia ser. eu já não bato mais.

.
.
.
.
.
.
.
.
.

pensei que eu fosse um caso perdido: que nada, só esqueci de tomar o prozac hoje.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixa tua marca