sexta-feira, 12 de março de 2010

um poema de não-amor

não há riso que se compare a um sorriso amargo e quente
nem felicidade que se compare à miséria e decadência
de chegar em nível mais baixo que a altura do meio fio
nem sofás e nem divãs trazem tanto conforto
nem diplomas ou freud dão mais exatidão que tua análise
em palavras fracas e de baixo calão
e todo esse tempo sendo mais trágico que os sofrimentos de werther
mais sórdido que uma noite na taverna
fizeram de nós maiores que os lusíadas.

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