sábado, 6 de março de 2010

2.0

"a potência aumenta e o consumo também. que importa? são os melhores anos de nossas vidas."


o muro de berlin caía em câmera lenta. ploft. a união soviética e fernando collor também. de tão lento que o tempo passava as poupanças congelavam na selva de pedra e o sonho da estabilidade era agora fato mais ilusório representado pelo real, coloridinho, lúdico, equivalente - coisa vinda de caras pintadas...

Enquanto isso o duplo sentido ia e vinha em toda canção da parada de sucessos: e haja tchan pra segurar. O chupa cabras e o et de varginha aterrisavam em pleno solo brasileiro, uma pena que não abduziram algumas peças interessantes de estudo da terrinha.

Ayrton Senna representava o brasil fielmente em seu carro de formula 1, correndo em círculos pra chegar em algum lugar diferente onde ele pudesse se embriagar de champagne - o segredo aqui é trocar champagne por cerveja e a ferrari por um fiat 147. E vai que é tua, Taffarel.

Na tv todo mundo topava tudo pro dinheiro, os desenhos ainda eram coloridos e as xuxa ainda marcava um x. Os bolachões agora eram disquinhos. Os computares ficavam populares e os tijolos agora conseguiam se comunicar quando alguém levantava sua antena em cima do ponto mais alto da casa. Solução pro cancer ou pra aids ninguém encontra.

Veio o fim do mundo e o ser humano resistiu à ecatombe virtual, junto com as baratas e keith richards. 1999 virou 2000 sem mais complicações ou expectativas, mas com muita gente sem teto e com um terreno no céu. O universo ficou maior, as distâncias diminuíra e lula foi eleito no mesmo ano em que o brasil virou penta: e ainda tem gente que desacredita milagres. A música agora cabia na palma da mão que junto com um telefone celular. A máquina de escrever empoierava cada vez mais em cima do armário. Tudo diminuiu, inclusive o ego norte-americano ao constatar que as duas torres viraram pó. A terra ainda treme, os corpos ainda queimam, os bens ainda são carregados com a rapidez de um recordista mundial de 100m rasos nos arrastões do rio de janeiro. Quanto à Guerra Fria eu não sei, mas a guerra aqui embaixo continua fervendo e uniforme continua a não distinguir réu e juiz. mas no carnaval todo mundo é inocente e quer mais é beijar na boca.

O fim está próximo, alguém anuncia ao meio-dia na rodoviária. Só se for o fim da linha, porque o dia mal começou. o amigo poetiza a iminência do fim de semana e do drama de ser fernanda, vivendo dia após dia como se fosse o primeiro, onde tudo é novo e os olhos ainda não se acostumaram com as luzes. ela disse do alto de seus recém completados 20 anos que existem bolos e velas à venda todos os dias do ano, que é sempre tempo de celebrar o amor que ninguém sabe o que é. Dessa vez ela acendeu as velas para não apagar, sabia que ninguém podia com o fogo. o 2 agora era definitivo pelo menos pelos próximos dez anos e dizem as línguas - não se sabe se má ou boas - que o discernimento e a certeza também. mas ainda assim ninguém sabe quem matou PC Farias...


parabéns pra gente, né?

Um comentário:

  1. e o mundo gira em velocidade alucinante...não tá dando nem tempo de viver!

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