domingo, 3 de janeiro de 2010

terceiro

(se é para o bem de mim mesma e felicidade geral dos amigos, digo ao povo que comecei a escrever meu livro)

apenas um motivo foi procurado para manter os próximos 96 dias, o dezoito à beira do penhasco, a queda livre de tudo aquilo que foi deixado em suspensão. não quis saber a razão da vida, apenas quis viver, cansada de sobrevivência. a vida continuava, o show já tinha acabado há muito tempo, só ela ainda ouvia a música zunindo em seus ouvidos. suspiro.

à beira dos vinte muita música sem sentido se fez entender, os anos pesaram mais que nunca. meu paladar ficava cada vez melhor, e assim também meu olfato - ou apenas mais ilusório, ou alucinante. a máxima dos 19 era ah, já não há mais (insira sua nostalgia e rabugice aqui) como antigamente... nem as músicas, nem os programas, nem os filmes, nem eu mesma, nem a literatura. as 4 mãos que ultimamente haviam sido minha esperança - mayer e dica, que as mãos não tenham se calado definitivamente - escreveram suas últimas linhas com palavras de adeus, tive de dar pêsames a mim mesma na falta de companhia.

continuei procurando alguma coisa que fosse digna de permanecer nos traços, na memória - minha e de outros. era facil demais escrever para os outros, mas destinar cartas a mim nunca tinha sido mais difícil...

Um comentário:

  1. muitas vezes "me" escrevo e quando leio não "me" reconheço"

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