domingo, 1 de novembro de 2009

dormir ou não dormir



correu entre os dedos os cabelos, a pele, mas principalmente as palavras. deixou-se correr entre as veias as lembranças de algum tempo distante em que o corujão era definitivamente inédito e divertido, e o café ainda era doce. não há mágica alguma no poder de escrever as dores mais banais nas linhas de expressão dos rostos cansados, mas definitivamente deve haver alguma na força das mãos que se desmancham em versos e prosas; alguém deixou escapar por entre os lábios. particularmente não acredito em mágica, mas definitivamente acredito no poder das obrigações de tirarem nosso sono.

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