quinta-feira, 8 de outubro de 2009

sangue


sempre gostei de flores, principalmente a da pele, aquela na qual tudo me permito sentir. gosto de comer bolo quente, de sentir o café quente marcar meus lábios, de me colocar em letras: prefiro o sabor de verdade do que o de conseqüência.

creio na melancolia como forma de arte, nas cores como forma de sublimação, nas notas musicais como forma de libertação, no culto ao ridículo como forma de amar, no cinza como cor, no sangue como libertação - a guerra mais tranquilizante que a paz que precede a tragédia, em uma dimensão congruente dos ocorridos impossíveis mais esperados e onde todo amor é permitido e recomendado.

e da vida é quase nada: toda futilidade é poesia.

2 comentários:

  1. Futilidade de vez em quando é bom, mas poesia é sempre necessário.

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