segunda-feira, 14 de setembro de 2009

depois daquela carta


desespero então ao perceber que talvez meu rio de palavras tenha congelado pelo advento do inverno, junto com meu coraçãozinho que se derretia facinho. tudo assim, no diminutivo mesmo. labilidade afetiva, maldita seja. entorpecimento afetivo, mais maldito ainda seja.

vi na rua teu fantasma, conclui que já não sou mais a mesma poetinha cretina de uns tempos atrás, talvez porque todas minhas cartas fossem pra você. doentio e ridículo. vi na janela um monstro, de olhos baixos e pele grossa, e ele me disse olá. e meu pulso acelerou outra vez. não quero viver de passado, guri.

lembrei da última noite, a alvorada virou a página que há tempos a gente insistia em deixar em branco. lembrei do último dia, o pôr-do-dol refletido em teus olhos anunciou o fim das nossas 7 vidas, que nós juramos que seriam eternas. mas a gente só tinha 18 anos e a eternidade era agora. (...)

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