quarta-feira, 2 de setembro de 2009

C, C, C

coragens, chaves e certezas.


naquele mesmo dia um grande herói - sem cavalo branco ou armadura, de bermuda e camiseta mesmo... - se fez bem ali na sua frente com as armas que ela não tirava do armario fazia tempo: sinceridade, retidão e alguma coisa sensata e não-dramática. coragem legítima. a vida é uma coisa engraçada, uma grande amiga disse. não, viver era uma coisa engraçada. elas riram durante o almoço.

ela se perguntou se não devia dar mais uma chance ao amor: tenho uma urgência enorme da felicidade, ela disse. a outra disse que só queria sentir. ela pensou na lacuna que tinha no coração, concluiu que era quadrada. e ele redondo. ela perguntou se devia dar uma chance ao amor de novo. a outra disse que só se criasse arestas na bola - ou arredondasse os cantos do quadrado. em todo caso as partes iam sair machucadas. algumas dúvidas a gente leva pro caixão.

e ainda naquele mesmo dia uma garota pronunciou as palavras mágicas em voz alta: cansei. alguém disse que ela estava livre, ela suspirou e pensou que era uma coisa grande demais pra se levar na mochila, a liberdade. alguns desistir são muito mais corajosos que certos tentar.

antes do sol se pôr ela guardou os cadernos, o dinheiro e a liberdade na mochila. sentiu falta daquela coisinha a mais qualquer que faz com que você se sinta vivo e vivendo. perdi meu brilho, ela retrucou. em seus pensamentos correu a voz dele: é preciso luz pra se ver as cores.

e tudo que ela quis foi um dos lendários abraços dele em uma escapada da aula. não era a cura, mas dava um bom curativo...

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