sábado, 15 de agosto de 2009

declaração de independencia


chegada a hora de se despedir do sonho, dos viajantes que encontrei no caminho, resolvi dizer até logo. quando o avião anunciou que já era possível ver as nuvens de cima, quando vi a primeira estrada se abrir inteira diante dos meus olhos e quando nada falava mais que a batida ensurdecedora da música, meu corpo resolveu libertar aquele grito aprisionado por meses, talvez anos:
independência ou morte!
dos velhos retratos nos pontos turísticos da cidade, das palavras não-mencionadas, dos arco-íris que insistem em se dependurar no meu céu: chega.
quando ninguém clama por essa terra perdida que é minha idéia e minha realização, não há direito algum de terceiro sobre esse corpo. há sim espaço para as cores, uma de cada vez, para as músicas novas, para tudo que esteja de algum lado, e não em cima do muro, perigando cair sobre minha cabeça.
independência ou morte: clamou meu corpo pela primeira e ultima vez em berço desconhecido, ao som de guitarras e à meia-luz da vida noturna alheia. e eu escolhi os dois. a minha independencia e a morte de todos voces, que me fazem sentir como merda. e entao a ultima nota daquela nossa canção soou.

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