segunda-feira, 1 de junho de 2009

sorte 1


(...) a mulher, que aparentava mais de 50 anos, mostrou-lhe as cartas divididas em três pilhas. você não quer que eu leia a sua mão, minha filha? ela perguntou enquanto organizava as cartas mais uma vez em frente a ela.

não, as linhas da mão, você vê - ela mostrava a palma da mão, pálida - elas são estáticas. e a sorte muda a cada passo, como numa caminhada bêbada. você não acha? deixa eu te mostrar minha sorte, em cada escolha que eu faço. pelo menos nessas cartas.

a mulher deu razão a ela, quando vinha do álcool a garota parecia saber do que falava. escolheu então suas cartas, como se respondesse suas ânsias em escolhas. a garota sorriu para a senhora, que começava a abrir o jogo. nada que ela já não soubesse.

você nunca teve sorte com os homens. mas hoje existem dois homens na sua vida. as palavras ecoaram por horas na sua cabeça, como uma onda que não cessa de perturbar a superfície. a garota sorriu. nada que ela já não soubesse.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

deixa tua marca