terça-feira, 19 de maio de 2009

mais cinzas

por todos aqueles que sequer queimaram.


a vida dela começava depois da meia-noite, quando entrava no último ônibus de volta pra casa. o silêncio cheio de barulhinhos particulares das ruas, os aromas da noite, o vento frio que há muito não soprava sobre a cidade ainda úmida. ainda. a partir do entorpecimento, resolveu então arriscar um pouco mais do que nada, cruzando o terreno onde a única construção era feita de grama mal-cortada: ela e apenas ela - não se sabe se feliz ou infelizmente.

permaneceu o entorpecimento, imbatível, sem saber o que queria, sem saber o que podia querer de fato. odeio absolutamente os dias cinzas e frios, ela dizia, sem perceber que odiava a si mesma. tão previsível.

2 comentários:

  1. Pelo que leio de você.. Acredito que escreveria uma historia, um romance facilmente com começo, meio e fim..
    Nunca pensou nisso?

    Beijo!

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  2. Eu concordo com a Dica,
    - Pode sair um bom livro disso
    tudo...

    Seus textos têm o sentimento
    e discernimento necessários
    para isso.. hehe

    Um forte abraço!!

    Continue escrevendo que eu vou comentando...

    Lê Nunes________________________
    http://tortoporlinhascertas.blogspot.com/

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