sexta-feira, 29 de maio de 2009

evitável, mas agradável

e então, ao encontrar pela primeira vez seus olhos castanhos e translúcidos, ele tirou uma fotografia dos últimos suspiros de 'pessoa entediada que sabe de tudo' que ela daria. passariam-se alguns anos até que a imagem mudasse de cor e se tornasse vívida o suficiente para ele chamar de memória de um tempo quase surreal, onde todos os caminhos eram possíveis e desconhecidos, logo, de um tempo em que todos os caminhos eram bons.
(e de fato o eram. mas se parar, a gente sabe que o mundo acaba.)

Um comentário:

  1. De memória em memória um livro é escrito.. Já te disse.

    Flor, que não é flor é jujuba. rs
    Me perdi nessa agradável leitura.
    Nesse manuseio com as palavras que você fa tão bem.

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