sábado, 11 de abril de 2009

poeminha da redenção


sempre que anoitece me vem umas vontades estranhas
de ficar - fora de casa, dentro de você - de partir
de dançar até que o domingo vire sábado outra vez
de balançar em gangorras, de gangorrar em balanços
vontades de escorrega.

sempre que termina o verão me vem essas coisinhas
de aurora que fazem meu cabelo mudar de cor
de ventos de fim de tarde me despenteando
essas coisas de querer amar o não-amor
necessidade de insistir no ingostável.

essas coisas de querer sair de casa,
de querer deitar na grama.
não sei,
essas coisas que me lembram de esquecer voce.

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