terça-feira, 28 de abril de 2009

misunderstood

a certeza estava ali o tempo todo, na linha reta que unia o abraço de despedida e o beijo de boas-vindas, a felicidade pendurada no céu da boca dele em um convite formal a experimentá-la.

toc toc.

'deixa eu entrar e acender a luz.' e não era e nunca foi um pedido, mas sempre uma ordem.

'so sorry, baby. não dá.'

chuta a porta.

esquecera que não estava em trajes formais. ou que era um outro tipo de festa... não que fosse uma má perdedora, mas até os perdedores mereciam um prêmio de consolação que não envolvesse sorrisos complacentes e tapinhas de resignação. mas indignou-se mesmo porque sua porta estava sempre aberta para todos que tivessem uma boa conversa ou apenas aquele brilho no olhar.

Um comentário:

  1. Esse negócio de manter a porta sempre aberta não é de todo o mais razoável. Se fosse, pra quê porta?
    Cadinho RoCo

    ResponderExcluir

deixa tua marca